Nos primeiros nove meses do ano, a companhia transportou cerca de 966,5 mil passageiros, mais aproximadamente 51 mil em comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo a transportadora angolana, o crescimento foi sustentado principalmente pelo desempenho das operações internacionais, num período em que o mercado doméstico registou uma quebra na procura.
As ligações intercontinentais apresentaram o crescimento mais expressivo, com 339,3 mil passageiros transportados, o que representa um aumento de 21,4% face ao período homólogo.
Lisboa manteve-se como um dos principais destinos da TAAG, com 245,3 mil passageiros transportados, enquanto São Paulo registou 83,5 mil passageiros.
Na rede regional, a companhia transportou 272,2 mil passageiros, um crescimento de 16,8%. As ligações a Joanesburgo e à Cidade do Cabo, na África do Sul, estiveram entre as mais procuradas, com 76,6 mil e 67,5 mil passageiros, respectivamente.
Em sentido contrário, o mercado doméstico registou uma redução de 11,9%, com a TAAG a transportar 354,9 mil passageiros nas rotas internas.
A companhia explicou que a quebra foi acompanhada por um ajustamento de 13,2% na capacidade disponibilizada neste segmento.
No quadro das medidas destinadas a melhorar a operação doméstica, a TAAG destacou a evolução registada na rota de Cabinda, após a introdução, em Setembro, de um novo modelo de comercialização de bilhetes exclusivamente através dos canais oficiais da transportadora.
No conjunto da rede, a capacidade disponibilizada pela companhia aumentou 11,3% em termos homólogos, medida através dos lugares-quilómetro oferecidos.
O presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, considera que os resultados representam um sinal positivo do processo de transformação e modernização da companhia.
Segundo o responsável, o crescimento nas ligações regionais e intercontinentais reflecte os esforços de reforço da operação, modernização da transportadora e melhoria da conectividade aérea.
Apesar do desempenho positivo no tráfego internacional, a companhia reconhece que persistem desafios no processo de transformação e no reforço da operação doméstica.