O anúncio foi feito pelo próprio Pontífice, de 71 anos, perante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião da oração do Angelus.
Segundo Leão XIV, o nódulo foi identificado numa fase muito inicial e encontra-se bem delimitado, circunstâncias que levaram a equipa médica a recomendar a sua remoção através de uma intervenção cirúrgica.
“Recentemente, durante alguns exames médicos, os médicos encontraram um nódulo localizado no meu pulmão”, declarou o Papa, acrescentando que decidiu seguir as recomendações dos especialistas.
O Pontífice explicou que a intervenção está prevista para os próximos dias, embora não tenha anunciado uma data exacta para a sua realização.
Até ao momento, o Vaticano não divulgou informações sobre a natureza do nódulo, nomeadamente se é benigno ou maligno. A detecção de um nódulo pulmonar não significa necessariamente a existência de cancro, sendo necessários exames e avaliações médicas para determinar as suas características.
De acordo com a Sociedade Torácica Americana, a maioria dos nódulos pulmonares não é cancerígena, embora o risco varie em função de factores como a idade, a dimensão da lesão e os antecedentes clínicos do paciente.
A detecção precoce é considerada importante para a avaliação e o acompanhamento destas alterações pulmonares, permitindo aos especialistas determinar a abordagem clínica mais adequada.
O anúncio coloca a saúde do líder da Igreja Católica em destaque, numa altura em que se aguardam informações adicionais sobre a intervenção e o período de recuperação.
O Vaticano ainda não apresentou detalhes sobre os procedimentos médicos previstos, nem confirmou oficialmente a duração do internamento.
A evolução do estado de saúde do Papa deverá ser acompanhada pela equipa médica responsável, que determinará os cuidados necessários após a cirurgia.