As chamas deflagraram por volta das 20 horas de sábado e só foram controladas por volta das 13 horas do dia seguinte. A operação envolveu efectivos do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), bombeiros dos Aeroportos de Moçambique e uma terceira equipa de intervenção.
Segundo Anselmo Huo, gestor do estabelecimento, o incêndio começou depois de os trabalhadores terem abandonado as instalações. A direcção foi alertada por moradores das imediações, que comunicaram a presença de chamas no interior do complexo comercial.
O responsável afirmou desconhecer as circunstâncias exactas do incidente, explicando que o fogo terá começado numa zona de armazenamento de mercadorias, onde a presença de caixas e materiais plásticos dificultou o combate às chamas.
Entretanto, o SENSAP aponta um curto-circuito como provável causa do incêndio. A porta-voz da instituição, Vanessa Chiau, explicou que o estabelecimento tinha registado problemas eléctricos durante a tarde de sábado, que provocaram uma interrupção no fornecimento de energia.
Após o restabelecimento da electricidade, o incêndio terá começado por volta das 20 horas, numa ocorrência que as autoridades associam, preliminarmente, a uma falha eléctrica.
A destruição das instalações poderá afectar mais de 110 trabalhadores, segundo informações avançadas pelos responsáveis do estabelecimento. Além dos postos de trabalho ameaçados, o incêndio comprometeu três armazéns responsáveis pelo abastecimento de supermercados localizados em Maputo, Matola, Vilanculos e Beira.
Uma das trabalhadoras, Wendy Alberto, manifestou preocupação com a possibilidade de perder o emprego, afirmando que o estabelecimento constituía a sua principal fonte de rendimento.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, deslocou-se ao local e lamentou os prejuízos económicos e sociais provocados pelo incêndio, sublinhando que as consequências ultrapassam os proprietários do empreendimento e afectam igualmente os trabalhadores e as famílias que dependem da actividade comercial.
O autarca referiu ainda que o município está a acompanhar os esforços de reconstrução das infra-estruturas comerciais destruídas por outro incêndio recentemente registado no Mercado do Xiquelene.
Este é o terceiro incêndio de grandes proporções registado na cidade de Maputo em menos de 15 dias, numa sequência de ocorrências que volta a levantar preocupações sobre as condições de segurança e prevenção de incêndios nos estabelecimentos comerciais da capital.
Até ao momento, não foram divulgados valores oficiais dos prejuízos materiais causados pelo incêndio no Zimpeto.