De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC), a subida mensal contrasta com as quedas de preços registadas em Julho e Agosto, de 0,26% e 0,28%, respectivamente.
Os sectores da restauração e hotelaria, da alimentação e bebidas não alcoólicas e dos transportes foram os que mais contribuíram para o aumento dos preços, com impactos positivos de 0,07, 0,03 e 0,03 pontos percentuais, respectivamente.
Entre os produtos que mais pressionaram a inflação em Setembro destacam-se a cebola, cujo preço aumentou 11,4%, e o milho em grão, com uma subida de 10,4%. Os veículos automóveis ligeiros em segunda mão também registaram um aumento de 3,9%, enquanto os hambúrgueres, pregos, bifanas e produtos similares encareceram 2,5%.
Em conjunto, estes e outros produtos contribuíram com cerca de 0,19 pontos percentuais para a variação mensal dos preços.
Em sentido contrário, a redução dos preços de produtos como o repolho, a couve, o tomate e o feijão-manteiga ajudou a conter a inflação. As quedas foram de 3,9%, 6,3%, 2,4% e 1,1%, respectivamente.
Apesar da subida mensal, a inflação homóloga, que compara os preços com os do mesmo período do ano anterior, recuou de 6,45% em Agosto para 6,31% em Setembro. Já a inflação acumulada desde Janeiro aumentou de 4,83% para 4,99%.
Os transportes e a alimentação e bebidas não alcoólicas continuam entre as principais fontes de pressão sobre os preços. Na comparação homóloga, estas divisões registaram aumentos de 14,72% e 8,69%, respectivamente. Na inflação acumulada, contribuíram com 2,09 e 1,55 pontos percentuais.
A análise por centros de recolha mostra que apenas Chimoio e Tete registaram deflação em Setembro, com reduções de preços de 0,17% e 0,05%, respectivamente. Nas restantes regiões analisadas, os preços aumentaram, com destaque para a Beira, que registou uma subida de 0,43%, seguida de Inhambane, com 0,37%, e Xai-Xai, com 0,32%.
Maputo registou uma inflação mensal de 0,19%, enquanto Nampula apresentou a menor subida entre os centros com variações positivas, de 0,04%.
No acumulado desde o início do ano, Xai-Xai apresentou a taxa mais elevada, de 6,93%, seguida de Tete, com 6,85%, e de Inhambane, com 6,36%. Maputo registou a menor taxa acumulada, de 3,65%.
Em termos homólogos, Tete continuou a apresentar a inflação mais elevada, de 9,35%, seguida de Inhambane, com 8,56%, e Xai-Xai, com 8,33%. Maputo registou a menor taxa, de 4,14%.
Em 2025, os preços em Moçambique aumentaram 3,23%, segundo dados anteriores do INE. Em 2024, a inflação acumulada fixou-se em 4,15%, abaixo dos 5,3% registados em 2023.
Entretanto, o Banco de Moçambique manteve recentemente a taxa de juro de política monetária MIMO em 9,25%, continuando a prever que a inflação permaneça em níveis de um dígito no médio prazo.