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Acesso À Energia em Moçambique Sobe para 66,9%

Acesso À Energia em Moçambique Sobe para 66,9%
Por Jackson Hélder 2 min

Moçambique elevou a taxa de acesso à energia para 66,9%, dos quais 57,9% através da rede eléctrica nacional e cerca de 9% por meio de soluções fora da rede, como sistemas solares domésticos e mini-redes, anunciou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Os dados foram apresentados durante a terceira edição do Fórum Bi-Anual de Energia Fora da Rede, realizado em Maputo, que reuniu mais de 150 representantes do Governo, do sector privado, investidores, parceiros de desenvolvimento, academia e sociedade civil.

Na ocasião, a directora nacional de Energia, Marcelina Mataveia, destacou os progressos alcançados na expansão do acesso à electricidade, mas alertou para os desafios que persistem, sobretudo nas zonas rurais.

Segundo a responsável, acelerar a electrificação do País exige uma abordagem planeada e coordenada entre os diferentes intervenientes, de modo a ampliar o acesso à energia e contribuir para o cumprimento da meta de electrificação universal até 2030.

Entre as iniciativas apresentadas no encontro está a proposta da Plataforma Integrada de Electrificação de Moçambique, desenvolvida pela Unidade Integrada de Planificação e Coordenação da Electrificação (UIPCE). A ferramenta pretende reforçar a coordenação e o planeamento dos projectos de electrificação, com divulgação prevista ainda este ano.

No domínio da expansão do acesso à energia nas zonas rurais, o Fundo de Energia (FUNAE) apresentou o Programa Nacional de Aceleração da Electrificação através de Mini-redes (PROMIR), que prevê a instalação de 363 mini-redes em todo o País, num investimento estimado em 250 milhões de dólares, equivalentes a 223,2 milhões de euros.

Do total previsto, o financiamento para 148 mini-redes já está assegurado nas províncias de Nampula, Zambézia, Tete e Niassa.

Entretanto, o presidente da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), Ricardo Pereira, defendeu que a expansão das soluções energéticas fora da rede deve ser acompanhada por mecanismos de manutenção, assistência técnica e gestão dos equipamentos ao longo da sua vida útil.

O responsável alertou ainda que cerca de um milhão de sistemas solares já vendidos no País se aproximam do fim da sua vida útil, colocando novos desafios à gestão dos equipamentos e das baterias.

Pereira defendeu igualmente uma maior participação das empresas nacionais no desenvolvimento do sector, destacando a sua presença nas províncias e a proximidade às comunidades como factores importantes para garantir a implementação e a sustentabilidade das soluções de electrificação.

O fórum abordou ainda questões relacionadas com o financiamento, a regulação, as mini-redes, os sistemas solares domésticos, a cozinha limpa e a gestão de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, num contexto em que Moçambique procura ampliar o acesso à energia e alcançar a electrificação universal até 2030.

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