Os brasileiros regressam às urnas depois de nenhum dos candidatos ter conseguido a maioria absoluta na primeira volta, realizada a 4 de Outubro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, garantindo uma vantagem de menos de dois pontos percentuais.
A disputa chega à fase decisiva num cenário de forte polarização política. As últimas sondagens, divulgadas no sábado, 24 de Outubro, apontam para um empate técnico entre os dois candidatos. Segundo o instituto Datafolha, Flávio Bolsonaro reúne 51% das intenções de voto válidas, enquanto Lula regista 49%, uma diferença situada dentro da margem de erro.
A campanha eleitoral ficou marcada por divergências em torno da economia, segurança pública, corrupção e funcionamento das instituições democráticas. Lula procura assegurar a reeleição, defendendo os programas sociais e os investimentos realizados durante o seu Governo, enquanto Flávio Bolsonaro promete reforçar o combate à criminalidade, recuperar o poder de compra das famílias e promover mudanças na administração do Estado.
No último debate televisivo, realizado na sexta-feira, 23 de Outubro, pela TV Globo, os candidatos trocaram acusações pessoais e políticas. Lula questionou as relações do adversário com figuras envolvidas em investigações, enquanto Flávio criticou a gestão económica do actual Governo e voltou a defender políticas mais rigorosas de segurança pública.
A eleição assume particular importância para o futuro político do Brasil. Uma vitória de Lula significará a continuidade da actual orientação governativa, enquanto a eleição de Flávio Bolsonaro representará o regresso da família Bolsonaro à Presidência, quatro anos depois da derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
A votação decorre entre as 8h00 e as 17h00, no horário de Brasília, correspondentes às 13h00 e 22h00 em Moçambique. O resultado determinará quem governará o Brasil durante os próximos quatro anos, num dos confrontos presidenciais mais equilibrados da história recente do país.