Morre Ídasse Tembe, Referência das Artes Visuais em Moçambique

Morreu esta quarta-feira, 16 de Setembro, o artista plástico moçambicano Ídasse Tembe, uma das figuras de referência das artes visuais contemporâneas em Moçambique.
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Morreu esta quarta-feira, 16 de Setembro, o artista plástico moçambicano Ídasse Tembe, uma das figuras de referência das artes visuais contemporâneas em Moçambique.
A morte foi confirmada pelo Núcleo de Arte, que não avançou as causas do falecimento.
Ídasse Tembe, de nome completo Ídasse Ekson Malendza Tembe, nasceu a 1 de Julho de 1955, no vale de Infulene, província de Maputo, e tinha 71 anos.
“Hoje não perdemos apenas um artista, perdemos um dos nossos pilares. Foi mestre, foi conselheiro, foi amigo, foi irmão”, escreveu o Núcleo de Arte numa mensagem de pesar.
A instituição destacou que o legado de Ídasse não ficará apenas nas suas obras, mas também nas várias gerações de artistas que ajudou a formar e inspirar ao longo da sua carreira.
A Fundação Fernando Leite Couto também lamentou a morte do artista, considerando a sua partida uma perda para a arte e cultura moçambicanas.
O Camões – Centro Cultural Português em Maputo descreveu Ídasse como uma das figuras de referência das artes visuais contemporâneas de Moçambique.
Ao longo da carreira, dedicou-se ao desenho, pintura e cerâmica, participando em exposições nacionais e internacionais.
As suas obras integram colecções públicas e privadas em Moçambique e em vários países, incluindo África do Sul, Nigéria, Portugal, França, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Brasil e Suécia.
Ídasse estudou artes na então Escola Secundária Manuel Sena e, em 1979, frequentou o Curso de Animador Cultural no Centro de Estudos Culturais, onde teve contacto com artistas como Malangatana e Domingos Manhiça.
Mais tarde, completou formação em Comunicação Gráfica sob orientação do pintor português António Quadros.
O artista trabalhou também no Instituto Nacional de Cinema, onde esteve ligado à criação do departamento de arte.
Foi membro da Associação Moçambicana de Fotografia e da Associação de Escritores Moçambicanos, tendo igualmente integrado a revista “Charrua”.
Ao longo do seu percurso, ilustrou obras de escritores como Marcelo Panguana, Eduardo White, Juvenal Bucuane e Luís Carlos Patraquim.
Desde 1982, passou a dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, consolidando uma carreira marcada também pelo papel de mestre e formador de novos artistas.
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