Dino Foi assumiu a liderança do FNDS em Julho, em substituição de Cláudio Borges, que dirigia a instituição desde 2020.
De acordo com o Canal de Moçambique, o novo responsável decidiu exercer as funções sem receber o salário mensal e os subsídios normalmente atribuídos ao cargo.
Outra das decisões foi recusar a aquisição e atribuição de uma nova viatura oficial.
Segundo estimativas citadas pelo jornal, a compra de uma nova viatura poderia custar cerca de 6 milhões de meticais ao FNDS.
Dino Foi terá igualmente optado por continuar a viver na sua própria residência, em vez de beneficiar de uma casa oficial ou de um subsídio para arrendamento.
As medidas são apresentadas como parte de uma estratégia de contenção de despesas e maior disciplina na gestão da instituição.
Ainda segundo o Canal de Moçambique, a nova liderança do FNDS pretende avançar com uma auditoria externa à instituição.
A fiscalização deverá abranger também projectos considerados estratégicos e anteriormente geridos pelo Fundo, incluindo o SUSTENTA.
A decisão de rever a gestão e os projectos do FNDS surge numa altura em que a nova direcção procura reforçar os mecanismos de controlo interno e avaliar a utilização dos recursos da instituição.
Até ao momento, não foram avançados detalhes sobre a duração da auditoria nem sobre os resultados esperados do processo.