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Manica: Sobe para 11 Número de Mortos na Mina “Seis Carros”

Manica: Sobe para 11 Número de Mortos na Mina “Seis Carros”
Por Jackson Hélder 2 min

Subiu para 11 o número de pessoas que morreram soterradas em quase duas semanas na mina artesanal conhecida como “Seis Carros”, no distrito de Vanduzi, província de Manica, onde as autoridades voltaram a suspender a actividade mineira.

Segundo informações das autoridades locais, nove das vítimas morreram esta semana e outras duas na semana anterior. Os corpos foram recuperados, sendo que alguns já foram entregues às respectivas famílias, enquanto outros permanecem na morgue do Hospital Provincial de Manica.

Na sequência das mortes, o Governo Distrital de Vanduzi decidiu encerrar a mina e mobilizou agentes da Polícia da República de Moçambique para garantir a segurança durante o tapamento das escavações.

O administrador de Vanduzi, Armando Canheze, confirmou a recuperação dos corpos e a manutenção das medidas destinadas a impedir a continuação das actividades naquele local.

A nova tragédia ocorre poucos meses depois de outro grave desabamento na mesma zona. Em Abril deste ano, 11 garimpeiros morreram e vários ficaram feridos depois do colapso de uma mina artesanal em “Seis Carros”.

A região tem um longo histórico de acidentes relacionados com a exploração artesanal de ouro, uma actividade que atrai milhares de pessoas, muitas delas em condições precárias de segurança.

“Seis Carros” é uma extensa área de exploração artesanal composta por centenas de escavações, algumas com dezenas de metros de profundidade. As autoridades já estimaram a presença de milhares de pessoas na região, entre moçambicanos e estrangeiros, envolvidas directa ou indirectamente no garimpo.

Apesar da presença policial e das sucessivas tentativas de suspensão da actividade, a exploração tem continuado. As autoridades admitem dificuldades em controlar toda a extensão da área, sobretudo durante a noite e de madrugada.

Nos últimos acidentes, a instabilidade do solo, as chuvas e a exploração em horários de fraca visibilidade têm sido apontadas entre os factores de risco.

As autoridades provinciais alertam igualmente para outros problemas associados à exploração desordenada, incluindo degradação dos solos, poluição das águas, destruição da biodiversidade e conflitos de terra.

Com as novas mortes, volta a ganhar força o debate sobre a segurança nas minas artesanais e a capacidade das autoridades para controlar uma actividade da qual muitas famílias dependem, mas que continua a expor centenas de garimpeiros a riscos elevados.

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