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EUA Assinalam 25 Anos do 11 de Setembro: O Ataque que Mudou o Mundo

EUA Assinalam 25 Anos do 11 de Setembro: O Ataque que Mudou o Mundo
Por Isabel Dalciana 4 min

Os Estados Unidos assinalam esta sexta-feira os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que atingiram Nova Iorque, o Pentágono e a Pensilvânia, provocaram 2.977 mortes e mudaram profundamente a segurança e a política internacional.

As principais cerimónias decorrem nos locais directamente atingidos pelos ataques. Em Nova Iorque, familiares das vítimas voltam a reunir-se no Memorial do 11 de Setembro para a leitura dos nomes dos mortos e para momentos de silêncio nos horários que marcaram os acontecimentos daquela manhã.

Este ano, as homenagens ganham um significado particular por assinalarem um quarto de século desde os ataques. As cerimónias recordam também as pessoas que morreram posteriormente devido a doenças relacionadas com a exposição à poeira, fumo e outros materiais libertados após o colapso das Torres Gémeas.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá participar nas cerimónias no Pentágono, enquanto outras autoridades norte-americanas estarão presentes nas homenagens em Nova Iorque e Shanksville, na Pensilvânia.

Os ataques começaram às 8h46 de 11 de Setembro de 2001, quando o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque.

Às 9h03, um segundo avião, o voo 175 da United Airlines, embateu contra a Torre Sul, deixando claro que os Estados Unidos estavam perante um ataque coordenado.

Pouco depois, às 9h37, o voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Às 9h59, a Torre Sul desabou. Quatro minutos depois, o voo 93 da United Airlines caiu num campo próximo de Shanksville, depois de passageiros e tripulantes terem tentado recuperar o controlo da aeronave aos sequestradores.

A Torre Norte acabaria por desabar às 10h28.

Os quatro aviões comerciais foram sequestrados por 19 membros da organização terrorista Al-Qaeda. Das 2.977 pessoas mortas, 2.753 perderam a vida em Nova Iorque, 184 no Pentágono e 40 encontravam-se a bordo do voo 93.

As vítimas eram provenientes de dezenas de países.

Os efeitos dos ataques não terminaram naquele dia. O colapso das Torres Gémeas espalhou uma enorme nuvem de poeira e substâncias perigosas, expondo centenas de milhares de pessoas, incluindo bombeiros, polícias, trabalhadores de emergência, moradores e funcionários da região.

Ao longo dos últimos 25 anos, dezenas de milhares de pessoas foram diagnosticadas com problemas físicos ou de saúde mental associados à exposição aos atentados e às operações de resgate e limpeza.

O 11 de Setembro mudou também a forma como o mundo passou a lidar com a ameaça do terrorismo.

Na sequência dos ataques, os Estados Unidos lançaram a chamada guerra contra o terrorismo, invadiram o Afeganistão e reforçaram os sistemas de segurança e vigilância.

Os procedimentos nos aeroportos tornaram-se muito mais rigorosos, com maiores controlos de passageiros, bagagens e acessos às aeronaves, medidas que posteriormente foram adoptadas em vários países.

A Al-Qaeda perdeu grande parte da capacidade e da liderança que tinha em 2001. Osama bin Laden, fundador do grupo e principal responsável pelos ataques, foi morto por forças norte-americanas em 2011. O seu sucessor, Ayman al-Zawahiri, morreu numa operação dos Estados Unidos em 2022.

Apesar disso, organizações extremistas continuam activas em diferentes regiões do mundo, incluindo no continente africano.

Um dos processos relacionados com o 11 de Setembro continua sem conclusão. Khalid Sheikh Mohammed, apontado pelas autoridades norte-americanas como o principal arquitecto dos atentados, permanece detido em Guantánamo e ainda não foi julgado.

Para Moçambique, os 25 anos dos ataques são recordados num momento em que o terrorismo continua a ser uma preocupação de segurança.

Desde 2017, o norte do país enfrenta uma insurgência ligada ao Estado Islâmico, organização diferente da Al-Qaeda, responsável pelos ataques de 11 de Setembro.

A ameaça tem provocado mortes, deslocações de populações e destruição de infra-estruturas, sobretudo em Cabo Delgado, tendo nos últimos meses sido igualmente registadas incursões em outras zonas do norte do país.

Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos que mais transformaram a segurança internacional e a forma como governos e sociedades encaram o terrorismo.

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