A decisão foi tomada pela Secção de Instrução, durante a sessão de legalização da prisão do dirigente, realizada sete dias depois da sua detenção. Após o pagamento da caução, Nuno Ibraimo deixou as celas e passa a responder ao processo em liberdade.
O caso está relacionado com denúncias sobre alegados problemas de poluição ambiental e suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo a gestão da empresa municipal.
Segundo informações divulgadas anteriormente, duas empresas privadas terão sido chamadas a contribuir financeiramente para resolver problemas ambientais numa zona da cidade de Nampula.
As empresas terão depositado, cada uma, 216.500 meticais, num total de 433 mil meticais.
As suspeitas surgiram depois de se alegar que os valores não terão sido canalizados para uma conta da EMUSANA ou do Município de Nampula, mas para uma conta pertencente a uma empresa privada alegadamente ligada ao dirigente.
O caso foi posteriormente encaminhado às autoridades judiciais e passou a ser investigado pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção.
As investigações abrangem ainda suspeitas de corrupção, má gestão de fundos e crimes ambientais.
Antes da detenção, Nuno Ibraimo já havia sido suspenso das suas funções, enquanto decorriam as averiguações sobre a gestão da empresa municipal.
A concessão da liberdade provisória não encerra o processo nem representa uma absolvição. O dirigente continuará a responder às acusações em liberdade enquanto decorre a fase de instrução.
Nuno Ibraimo beneficia da presunção de inocência até à existência de uma decisão judicial definitiva.