A acção será lançada na localidade de Ngalunde, distrito de Marracuene, província de Maputo, no âmbito de uma parceria entre o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura (IDEPA) e a FAO.
Os alevinos serão distribuídos por unidades de produção aquícola nos distritos de Marracuene, Boane, Matola e Matutuíne, acompanhados de ração de alta qualidade.
Segundo a FAO, a iniciativa deverá permitir uma produção estimada em cerca de 100 toneladas de peixe.
O apoio integra o projecto “Construindo Resiliência na Zona Costeira através de abordagens de Adaptação Baseada em Ecossistemas”, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente e implementado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
O objectivo é apoiar comunidades costeiras afectadas pelos impactos das alterações climáticas, através do desenvolvimento de uma aquacultura mais sustentável e resistente.
O representante da FAO em Moçambique, José Luis Fernandez Filgueiras, afirmou que a iniciativa pretende reforçar a capacidade das comunidades para enfrentarem os efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, criarem novas fontes de rendimento.
Segundo o responsável, a piscicultura sustentável pode gerar emprego, aumentar o rendimento das famílias e melhorar a segurança alimentar nas zonas rurais.
Em Marracuene, onde o programa será lançado, está previsto o povoamento de 15 tanques pertencentes a sete produtores locais.
Além da entrega de alevinos e ração, o projecto prevê acções de capacitação em maneio e processamento de pescado, criação de grupos de poupança e crédito rotativo e fortalecimento de cooperativas locais.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a gestão dos ecossistemas costeiros e reforçar a resiliência climática das comunidades da região do Grande Maputo.