A contestação parte da Comissão Nacional de Gestão da Renamo, que defende a realização de um congresso extraordinário como saída para a crise interna que afecta o partido.
Segundo João Machava, porta-voz da comissão, o Conselho Nacional estava inicialmente previsto para Março, foi depois transferido para Abril e acabou novamente adiado para Outubro.
“Consideramos estes adiamentos como manobras dilatórias”, afirmou Machava, defendendo que as sucessivas alterações não contribuem para resolver as divergências existentes dentro da Renamo.
O dirigente considera que o partido corre o risco de chegar ao Conselho Nacional dividido e sair do encontro ainda mais fragmentado, caso não sejam criadas condições para aproximar as diferentes sensibilidades internas.
A pressão sobre Ossufo Momade intensificou-se depois do desempenho da Renamo nas eleições gerais de 2024, resultado que levou alguns membros e antigos guerrilheiros a responsabilizarem a actual liderança pela perda de influência política do partido.
Parte dos contestatários exige a saída de Momade da presidência e a convocação de um congresso extraordinário para redefinir a liderança e o futuro da formação política.
A Comissão Nacional de Gestão deverá reunir-se nos dias 12 e 13 de Setembro para avaliar o trabalho das brigadas centrais, analisar a situação política interna e definir a sua posição em relação ao Conselho Nacional previsto para Outubro.
Apesar das divergências, João Machava afirmou que o grupo continua disponível para o diálogo entre as diferentes alas da Renamo, defendendo maior confiança e cumprimento dos compromissos assumidos.