O caso remonta a 2016, quando os comerciantes afirmam ter sido informados pelo Município da Matola de que deveriam desocupar uma área onde funcionava a antiga pastelaria da Zona Verde, para dar lugar à construção de uma estrada e de uma rotunda.
Segundo os afectados, a retirada dos estabelecimentos seria acompanhada pelo pagamento de indemnizações pelos prejuízos resultantes da desocupação.
Os comerciantes dizem, no entanto, que em 2020 os seus espaços foram removidos sem que as compensações tivessem sido pagas.
Alegam ainda que, posteriormente, foi instalado no local um posto de abastecimento de combustível, situação que reforçou as suas reclamações sobre o destino dado ao espaço.
Desde então, afirmam ter recorrido a diferentes instituições para exigir o pagamento das indemnizações e uma solução para a perda dos locais onde exerciam as suas actividades comerciais.
Uma das comerciantes, que falou sob anonimato, afirma ter perdido duas barracas e os respectivos bens. Diz que tentou dar seguimento ao processo, mas enfrenta dificuldades financeiras para continuar a reivindicar os seus direitos.
Entre os afectados está também Alexandre, que possuía um armazém no local. Segundo o comerciante, apesar dos problemas de saúde que enfrentou, manteve as diligências para tentar recuperar os seus direitos.
Os comerciantes defendem agora a atribuição de um novo espaço onde possam retomar as suas actividades, para além do pagamento de indemnizações pelos danos materiais e morais que alegam ter sofrido. As acusações referem-se à antiga gestão do Município da Matola.