A decisão foi comunicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros argelino, que acusou Abu Dhabi de manter “acções provocadoras ou hostis” apesar dos vários alertas feitos por Argel.
Segundo o Governo argelino, o país procurou agir com moderação e responsabilidade, chamando repetidamente a atenção das autoridades emiratis para as possíveis consequências das suas condutas.
As autoridades argelinas afirmam, no entanto, que os Emirados Árabes Unidos continuaram a adoptar comportamentos que consideram incompatíveis com a manutenção das relações diplomáticas.
O embaixador dos Emirados Árabes Unidos foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argélia, onde foi oficialmente informado da decisão de ruptura.
A medida surge num contexto de tensões acumuladas ao longo dos últimos anos entre Argel e Abu Dhabi.
A Argélia tem acusado os Emirados Árabes Unidos de ingerência nos seus assuntos internos, uma das principais fontes de fricção entre os dois países.
Com a decisão anunciada, as relações entre as duas capitais entram numa nova fase de crise diplomática, num momento de crescente tensão política no espaço árabe e no Norte de África.