Segundo um comunicado da empresa, o descarregador será aberto a 80%, numa operação pontual, controlada e tecnicamente aprovada.
A medida surge na sequência da paragem total da subestação do Songo e da implementação do programa anual de manutenção das infra-estruturas de produção de energia.
“Esta medida, adoptada na sequência da paragem total da subestação de Songo e, no contexto dos requisitos ambientais aplicáveis, a implementação do programa anual de manutenção do parque electroprodutor, visa garantir a compensação do caudal ecológico do rio Zambeze”, explica a HCB.
A abertura do descarregador deverá permitir que a água continue a escoar ao longo do rio, garantindo condições para a preservação dos ecossistemas e para as actividades das comunidades que vivem nas zonas ribeirinhas.
A HCB garante que a operação não altera a estratégia de gestão prudente da água armazenada na albufeira de Cahora Bassa.
Segundo a empresa, a decisão teve igualmente em consideração as previsões hidrológicas e climáticas para a próxima época chuvosa, incluindo possíveis cenários associados ao fenómeno El Niño.
“A operação enquadra-se nos procedimentos de gestão criteriosa e cautelosa dos recursos hídricos da albufeira de Cahora Bassa”, refere a empresa.
A HCB continua a desempenhar um papel central na produção de energia eléctrica em Moçambique. Entre Janeiro e Junho deste ano, a empresa produziu cerca de 6,37 milhões de megawatts-hora de electricidade.
O volume representa perto de 80% de toda a energia eléctrica produzida no país durante o primeiro semestre.
Localizada na província de Tete, a barragem de Cahora Bassa é uma das maiores infra-estruturas hidroeléctricas de África e possui uma capacidade instalada de 2.075 megawatts.