A concessão foi atribuída à sociedade Terminal Internacional Rodoviário de Machipanda, constituída pelo consórcio Union Portlink e Zhongmei, em parceria com o Fundo de Estradas.
O projecto será desenvolvido através de uma parceria público-privada e inclui a construção, operação, manutenção e gestão das infra-estruturas fronteiriças.
O Estado moçambicano terá uma participação de 15% no capital da sociedade responsável pelo projecto, através do Fundo de Estradas, enquanto 10% ficarão reservados ao empresariado local da província de Manica.
Entre as principais intervenções previstas está a expansão do terminal rodoviário de Machipanda, o aumento do número de faixas de circulação e a construção de duas novas pontes sobre o rio Machipanda para melhorar o acesso ao terminal de cargas.
O projecto prevê igualmente novas instalações para os serviços de migração e outras entidades públicas que operam na fronteira.
Estão ainda previstas habitações para funcionários, dormitórios, refeitório, sala de reuniões, ginásio e campo de jogos.
A modernização deverá incluir sistemas electrónicos de vigilância, câmaras de controlo e cancelas inteligentes.
Também está prevista a integração dos sistemas utilizados pelas autoridades moçambicanas e zimbabweanas, com o objectivo de acelerar os procedimentos aduaneiros e migratórios.
Segundo o Governo, o investimento deverá reduzir o tempo de espera na travessia da fronteira, diminuir os custos logísticos e melhorar a circulação de mercadorias no Corredor da Beira.
O empreendimento deverá criar cerca de 700 empregos directos, dos quais 500 durante a fase de construção e 200 durante a operação das novas infra-estruturas.
Machipanda é uma das principais ligações terrestres entre Moçambique e o Zimbabwe e integra o Corredor da Beira, utilizado para o transporte de mercadorias entre o Porto da Beira e vários países do interior da África Austral.