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CDD Exige Esclarecimento do Processo de Waldemar de Sousa Ligado Às Dívidas Ocultas

há 1h 2 min
CDD Exige Esclarecimento do Processo de Waldemar de Sousa Ligado Às Dívidas Ocultas

O Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) defende que o processo envolvendo Waldemar de Sousa, relacionado com as Dívidas Ocultas, deve ser esclarecido pelo Tribunal Administrativo, depois de o Presidente da República, Daniel Chapo, ter revogado a sua nomeação para Governador do Banco de Moçambique.

Num pronunciamento feito esta terça-feira (1), o director do CDD, Adriano Nuvunga, considerou que a indicação de Waldemar de Sousa para dirigir o banco central constituía uma “afronta à consciência colectiva dos moçambicanos”, devido às questões que, segundo afirmou, continuam por esclarecer em torno da sua actuação no período das Dívidas Ocultas.

“O senhor Waldemar de Sousa tem um processo que devia estar a correr termos no Tribunal Administrativo”, afirmou Nuvunga, defendendo que o caso está relacionado com a actuação do Banco de Moçambique no processo que permitiu a contratação das chamadas Dívidas Ocultas.

O activista sustentou que, perante estas circunstâncias, a nomeação de Waldemar de Sousa para dirigir a instituição não deveria avançar sem que a sua situação fosse previamente esclarecida.

Nuvunga congratulou-se, por isso, com a decisão de Daniel Chapo de revogar a nomeação poucas horas depois de esta ter sido anunciada.

“Felizmente, o Presidente atendeu, recuou com a sua decisão e fez uma outra nomeação. Estamos satisfeitos em relação a isso”, declarou.

O director do CDD defendeu, contudo, que o assunto não deve terminar com a retirada de Waldemar de Sousa da liderança do banco central, exigindo que o Tribunal Administrativo esclareça definitivamente o processo.

“Agora queremos que não termine por aqui”, afirmou Nuvunga, acrescentando que a nova liderança do Tribunal Administrativo deve assegurar que os processos pendentes avancem.

No mesmo pronunciamento, o activista fez duras acusações sobre a gestão anterior do processo no Tribunal Administrativo, alegando que o caso não terá conhecido os devidos desenvolvimentos. Nuvunga apelou à actual presidente da instituição, Ana Gemo, para que esclareça a situação e assegure a responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades.

A posição do CDD surge no mesmo dia em que Daniel Chapo revogou os despachos que tinham nomeado Waldemar de Sousa como Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Navalha como Vice-Governador.

A Presidência da República justificou a decisão com “questões supervenientes”, sem detalhar as razões que determinaram a mudança. Felisberto Navalha foi posteriormente nomeado Governador do Banco de Moçambique e Benedita Guimino Vice-Governadora.

Até ao momento, não foi estabelecida oficialmente qualquer relação entre as críticas públicas à nomeação de Waldemar de Sousa e a decisão do Presidente da República de revogar o despacho.