70% dos Eleitores Votam a Favor da Nova Constituição da Guiné-Bissau

O “sim” venceu o referendo sobre a entrada em vigor da nova Constituição da Guiné-Bissau, com cerca de 70% dos votos expressos, segundo resultados anunciados esta terça-feira (1) pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
De acordo com a presidente da CNE, Cármen Lobo, dos 914 428 eleitores inscritos, 572 714 participaram na votação realizada no domingo. Deste universo, 383.117 votaram a favor da nova Constituição, enquanto 160 904 escolheram o “não”, correspondente a cerca de 30%.
“Com este resultado, o voto ‘sim’ obteve a maioria”, declarou Cármen Lobo, numa comunicação transmitida em directo pelos órgãos de comunicação social locais.
O referendo foi convocado para decidir sobre a entrada em vigor de uma nova Constituição, num contexto político marcado pelas mudanças ocorridas depois do golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025.
Os militares tomaram o poder um dia antes da divulgação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, afastando o então Presidente Umaro Sissoco Embaló. Posteriormente, avançaram com uma nova Constituição que, entre outras alterações, reforça os poderes do chefe de Estado.
A oposição guineense contesta, contudo, o processo. Antes da divulgação dos resultados oficiais, forças da oposição classificaram o referendo como um “fracasso total”, alegando uma elevada taxa de abstenção.
A oposição tem também acusado os militares de conduzirem um processo destinado a criar condições para um eventual regresso de Umaro Sissoco Embaló ao poder através das próximas eleições presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de Dezembro.
Com a vitória do “sim”, a nova Constituição obteve aprovação maioritária no referendo, cabendo agora às autoridades guineenses dar seguimento ao processo para a sua entrada em vigor.








