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Chapo Terá Recebido Nova Informação Antes de Trocar Governador do Banco de Moçambique

há 1h 2 min
Chapo Terá Recebido Nova Informação Antes de Trocar Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, terá recebido informação adicional depois de nomear Waldemar de Sousa para Governador do Banco de Moçambique, o que poderá ter levado à revogação da decisão menos de 24 horas depois.

A explicação foi avançada esta terça-feira (1) pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, após a 26.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, ao responder a uma pergunta dos jornalistas sobre as razões que levaram o Chefe do Estado a voltar atrás na nomeação.

Segundo Impissa, o comunicado da Presidência refere que a decisão foi tomada por “razões supervenientes”, expressão que, segundo explicou, indica que terão surgido novos elementos depois da primeira decisão.

“Razões supervenientes significa que obteve alguma informação adicional, um dado adicional que inviabilizasse a continuidade da nomeação que terá feito”, afirmou o porta-voz do Governo.

Impissa esclareceu, contudo, que o conteúdo dessa informação não foi tornado público e permanece sob conhecimento do Presidente da República.

“Agora, qual é a razão? O Presidente da República não partilhou com ninguém e nem é obrigado a partilhar”, declarou.

O porta-voz acrescentou que a nomeação e cessação de titulares nestas circunstâncias fazem parte das competências do Chefe do Estado.

“Está dentro do seu poder discricionário de nomear e cessar qualquer entidade que julgar relevante para um determinado momento ou irrelevante para esse mesmo momento”, afirmou Impissa.

A Presidência da República não revelou, até ao momento, qual foi concretamente a informação que terá surgido depois da nomeação de Waldemar de Sousa.

A explicação de Impissa acrescenta, no entanto, um novo elemento ao comunicado inicialmente divulgado pela Presidência, que se limitava a justificar a revogação com “questões supervenientes”, sem detalhar a natureza das mesmas.

Daniel Chapo havia nomeado Waldemar de Sousa para Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Navalha para Vice-Governador. Menos de 24 horas depois, revogou os dois despachos e nomeou Felisberto Navalha para Governador e Benedita Guimino para Vice-Governadora.

A mudança ocorreu num contexto de críticas públicas à nomeação de Waldemar de Sousa, incluindo posições de organizações da sociedade civil relacionadas com a sua actuação no período das Dívidas Ocultas. Contudo, nem a Presidência nem o Governo estabeleceram oficialmente qualquer relação entre essas críticas e a decisão de revogar a nomeação.