As vítimas tinham sido raptadas na quarta-feira, 30 de Setembro, durante uma incursão armada naquela região, segundo informações citadas pela Carta de Moçambique.
Durante o ataque, os terroristas terão igualmente decapitado uma pessoa e saqueado produtos de estabelecimentos comerciais locais.
O valor pago para garantir a libertação das quatro vítimas não foi divulgado.
O caso ocorre num contexto em que têm sido reportados raptos associados à actuação de grupos terroristas em diferentes pontos de Cabo Delgado. Num dos episódios anteriormente registados, cinco pessoas foram libertadas após o pagamento de um resgate de 185 mil meticais.
Fontes locais indicam que o medo continua a afectar as comunidades da região, com alguns residentes a abandonarem as suas casas durante a noite para procurarem locais considerados mais seguros, regressando apenas pela manhã.
Dados da Matriz de Monitoria de Deslocamentos da Organização Internacional para as Migrações indicam que Cabo Delgado continua a concentrar a maior parte da população deslocada internamente em Moçambique, representando cerca de 68% do total nacional, equivalente a 449.876 pessoas.
Organizações humanitárias têm igualmente alertado para a utilização de raptos, extorsão, recrutamento forçado e trabalho coercivo por parte dos grupos armados que operam na província.
Segundo dados citados pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, a violência contra civis continua entre os principais factores de novos deslocamentos e de restrições ao acesso humanitário em Cabo Delgado.
Dados do Armed Conflict Location & Event Data Project indicam que o conflito no norte de Moçambique já provocou mais de 6.600 mortes em mais de 2.400 episódios de violência desde o início da insurgência.