Governo Quer Formar Mil Empreendedores do Agronegócio por Ano

O Governo moçambicano pretende formar pelo menos mil empreendedores do agronegócio por ano, através de um programa de incubação que deverá ser lançado ainda em 2026.
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O Governo moçambicano pretende formar pelo menos mil empreendedores do agronegócio por ano, através de um programa de incubação que deverá ser lançado ainda em 2026.
A iniciativa pretende transformar a agricultura numa actividade mais orientada para o mercado, capaz de gerar rendimento, emprego e novos negócios.
O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, explicou que o programa deverá envolver o sector privado e associações de produtores, não ficando limitado às estruturas do Estado.
“A nossa meta é que, no mínimo, mil empreendedores sejam incubados por ano. É o mínimo. Mas temos condições para mais”, afirmou o governante durante o Seminário sobre Desenvolvimento do Agronegócio em Moçambique.
Segundo o ministro, o financiamento, por si só, não é suficiente para desenvolver o sector agrícola. Os produtores e empreendedores precisam igualmente de conhecimento e capacidade para transformar a produção em negócios sustentáveis.
O Governo está também a trabalhar com a GAPI para facilitar o acesso ao financiamento por parte dos produtores, sem excluir a participação dos bancos comerciais.

De acordo com Roberto Mito Albino, mais de 400 operações já foram financiadas durante o primeiro ano de cooperação.
O Executivo pretende igualmente reforçar as associações e cooperativas de produtores, organizando-as de acordo com áreas específicas, como produção de sementes, horticultura, arroz, mecanização agrícola e fornecimento de insumos.
A ideia, segundo o ministro, é criar grupos de produtores com os mesmos interesses comerciais, capazes de trabalhar em conjunto e gerar rendimento ao longo das diferentes cadeias de valor.
Por sua vez, o presidente da Federação Nacional das Associações de Camponeses e Produtores Agrários, Ângelo Cumaio, apontou o acesso ao financiamento e a redução da burocracia entre as principais preocupações dos produtores.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defendeu também um modelo de associativismo mais moderno e profissional, capaz de melhorar o acesso dos pequenos produtores ao financiamento, tecnologia, informação e mercados.
O Seminário sobre Desenvolvimento do Agronegócio em Moçambique reuniu representantes do Governo, sector privado e parceiros de cooperação para discutir formas de melhorar o financiamento, a organização dos produtores e o crescimento dos negócios ligados à agricultura.
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