O incidente ocorreu a 30 de Setembro, no voo FZ1073, quando o co-piloto atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir o controlo da aeronave, que transportava mais de 170 passageiros e tripulantes, na sua maioria cidadãos israelitas.
Segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, o caso está a ser tratado como um ataque terrorista. Passageiros e membros da tripulação conseguiram imobilizar o suspeito, enquanto um piloto de reserva que seguia a bordo assumiu os comandos do avião e efectuou uma aterragem de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.
O suspeito, identificado por fontes ligadas à investigação como um cidadão omanita, foi inicialmente detido pelas autoridades sauditas e posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos, onde permanece sob custódia. Até ao momento, as autoridades emiradenses não anunciaram formalmente acusações contra o co-piloto.
Na sequência do incidente, Netanyahu determinou uma avaliação mais ampla dos mecanismos de controlo aplicados às tripulações das transportadoras estrangeiras que voam para Israel. A revisão procura esclarecer, entre outros aspectos, como o co-piloto foi autorizado a integrar um voo com destino a Telavive, tendo em conta as regras israelitas de segurança aplicáveis às companhias internacionais.
As autoridades israelitas afirmam que cidadãos de países sem relações diplomáticas com Israel, incluindo Omã, não estão autorizados a operar determinados voos para o país. A presença do co-piloto naquele serviço passou, por isso, a ser um dos pontos centrais da investigação.
O caso desencadeou igualmente investigações internacionais. As autoridades australianas estão a analisar possíveis ligações do suspeito ao país, onde terá estudado, enquanto a polícia da Nova Zelândia confirmou que o homem realizou parte da sua formação aeronáutica naquele país entre 2018 e 2019.
As investigações prosseguem nos Emirados Árabes Unidos e em Israel para determinar as circunstâncias do ataque, eventuais falhas nos procedimentos de segurança e os antecedentes do suspeito.
O incidente voltou a colocar a segurança da aviação civil no centro das atenções em Israel, particularmente no que diz respeito à verificação das tripulações de companhias estrangeiras e aos procedimentos aplicados antes da entrada de aeronaves no espaço aéreo israelita.