A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) encerrou formalmente as audições públicas realizadas no âmbito do processo de diálogo nacional, entrando agora numa nova fase dedicada à sistematização e análise das contribuições recolhidas.
Apesar do encerramento formal das consultas, a Comissão vai continuar a receber contributos da sociedade civil, instituições públicas e privadas, academia e cidadãos interessados em participar no processo.
A informação foi avançada pelo presidente da COTE, Edson Macucua, que explicou que a conclusão das audições não representa o fim da participação pública.
Segundo Macucua, a Comissão pretende manter aberto o espaço para a apresentação de propostas e subsídios que possam enriquecer o trabalho em curso, tendo em conta a dimensão nacional do processo.
A nova etapa deverá concentrar-se na organização das contribuições apresentadas durante as audições, na identificação dos principais temas levantados pelos participantes e na preparação dos elementos que vão servir de base para as fases seguintes do Diálogo Nacional Inclusivo.
A COTE pretende igualmente criar condições para levar o processo a regiões que não foram abrangidas durante a fase de audições, com destaque para alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado.
De acordo com Edson Macucua, as condições de segurança impediram que algumas zonas da província fossem incluídas nas consultas realizadas anteriormente.
“Enquanto decorre o processo de sistematização vamos criar condições para escalar a região norte de Cabo Delgado, para abranger alguns distritos que, por razões de segurança, não tinham sido abrangidos na fase da audição”, afirmou.
As consultas decorreram em diferentes pontos do país e envolveram cidadãos, organizações da sociedade civil, instituições públicas e privadas, entre outros actores interessados no futuro político, económico e social de Moçambique.
O processo de auscultação estendeu-se igualmente ao exterior. Na Alemanha, a COTE manteve encontros com diferentes entidades e representantes interessados no processo moçambicano.
Durante a deslocação, a Comissão reuniu-se com a Fundação Alemanha África, num encontro que contou com representantes do Governo, da Assembleia e da sociedade civil.
Imagem de apoio. Durante a deslocação, a Comissão reuniu-se com a Fundação Alemanha África, num encontro que contou com representantes do Governo, da Assembleia e da sociedade civil.
As discussões abordaram o andamento do Diálogo Nacional Inclusivo e a situação política, económica e social de Moçambique.
Segundo Macucua, a COTE aproveitou ainda os encontros para apelar à continuidade da cooperação entre instituições governamentais e não governamentais e Moçambique, particularmente nas áreas da paz, democracia e desenvolvimento.
Com a entrada na fase de sistematização, a Comissão deverá agora organizar e analisar as propostas recolhidas, enquanto procura integrar no processo regiões e segmentos da sociedade que não participaram nas audições anteriores.
A manutenção do canal para novas contribuições, segundo a COTE, pretende assegurar maior abrangência e permitir que diferentes sensibilidades continuem a participar no processo de Diálogo Nacional Inclusivo.
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