Nyusi falava à margem das cerimónias do 52.º aniversário da assinatura dos Acordos de Lusaka, assinalado a 7 de Setembro, na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo.
“O terrorismo já devia ter terminado há muito tempo, mas esta é uma outra luta, onde o adversário faz-se de invisível”, afirmou o antigo Chefe de Estado.
Questionado sobre a persistência dos ataques, quase uma década depois do início da insurgência em Cabo Delgado, Nyusi explicou que o actual conflito apresenta características diferentes das enfrentadas durante a luta de libertação nacional.
Segundo o antigo Presidente, os grupos terroristas adoptaram tácticas mais complexas, assentes em movimentos dispersos e ataques pontuais, dificultando a sua localização e neutralização definitiva pelas forças governamentais.
Nyusi garantiu, contudo, que o Estado moçambicano continua a trabalhar no terreno na procura de estratégias mais coordenadas e eficazes para acabar com o terrorismo e devolver segurança às populações afectadas.
A violência armada, inicialmente concentrada em Cabo Delgado, tem também provocado preocupação em zonas próximas. Um dos ataques mais recentes ocorreu no posto administrativo de Marangira, na província do Niassa, onde uma pessoa morreu, mais de duas mil ficaram deslocadas e um membro das Forças de Defesa e Segurança ficou ferido.
Durante o ataque, uma antena de telecomunicações foi igualmente vandalizada. As autoridades continuam a avaliar a dimensão dos danos provocados pela incursão.