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Maputo: Município Recolhe Cerca de Quatro Cães sem Dono por Semana

Maputo: Município Recolhe Cerca de Quatro Cães sem Dono por Semana
Por Isabel Dalciana 2 min

O Município de Maputo está a reforçar as medidas de controlo e recolha de cães sem dono, numa altura em que as autoridades reconhecem uma redução significativa destes animais nas ruas da capital.

Segundo Deolinda Mapapá, médica veterinária do Conselho Municipal de Maputo, actualmente são recolhidos, em média, cerca de quatro cães sem dono por semana, um número bastante inferior ao registado nos períodos de maior incidência.

De acordo com a responsável, nos momentos de maior preocupação as equipas municipais chegaram a recolher entre 10 e 39 cães, cenário que entretanto registou uma redução.

A intervenção enquadra-se na implementação da postura municipal sobre cães e gatos, criada para reduzir os riscos associados à presença destes animais nas ruas, incluindo mordeduras e a transmissão de doenças dos animais para os seres humanos.

Deolinda Mapapá explicou que a raiva constitui uma das principais preocupações das autoridades, por se tratar de uma doença fatal depois do aparecimento dos sintomas.

A médica veterinária referiu que o Município desenvolve acções de sensibilização junto das comunidades e intervém sempre que recebe informações sobre a existência de matilhas ou focos de cães sem dono.

Segundo a fonte, parte dos casos está relacionada com proprietários que enfrentam dificuldades para alimentar os animais ou que não dispõem de condições adequadas de vedação e canis, permitindo que os cães circulem pelas ruas e se reproduzam sem controlo.

A responsável acrescentou que a crescente valorização comercial de crias de cães também poderá estar a contribuir para a redução do número de animais abandonados nas ruas.

O Município considera que a diminuição de cães sem dono representa um ganho para a saúde pública, sobretudo devido à redução do risco de mordeduras e de transmissão de doenças.

Entre as zonas que ainda suscitam preocupação estão os distritos municipais de Kamavota e Kamubukwana, com destaque para o bairro de Magoanine, onde continuam a ser registadas ocorrências.

Em KaMpfumo, segundo Deolinda Mapapá, a preocupação está mais relacionada com o número de cães mantidos por algumas famílias, sobretudo para companhia e segurança.

Nos casos de mordedura, as equipas municipais realizam uma busca activa para localizar o animal envolvido. O cão é posteriormente colocado em observação e quarentena para avaliar a possibilidade de transmissão do vírus da raiva.

Quando necessário, o animal é encaminhado para análise laboratorial, enquanto a pessoa mordida recebe acompanhamento médico adequado.

Parte dos cães recolhidos é entregue a parceiros e alguns animais são encaminhados para instituições de ensino e investigação.

Deolinda Mapapá defende que a redução do número de cães sem dono nas ruas constitui um indicador positivo, por contribuir para diminuir os riscos de agressões e de doenças associadas aos animais.

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