De acordo com a Lusa, a medida resulta da reestruturação do actual Cofre de Previdência e integra o Roteiro para a Implementação da Nova Arquitectura Remuneratória (RINAR), em curso desde 2023.
Segundo António Estote, membro do grupo técnico do RINAR, o objectivo é aproximar os benefícios existentes na Administração Pública daqueles que já são praticados no sector privado.
Entre as medidas previstas estão o pagamento de bens e serviços a prestações, adiantamentos financeiros para situações de emergência, apoio para seguros de saúde, formação e bonificações no crédito à habitação.
O responsável explicou que a reestruturação do Cofre de Previdência faz parte de um processo gradual de reorganização da Função Pública e não deve ser entendida como uma reforma isolada.
O Governo pretende igualmente simplificar e harmonizar carreiras e cargos na Administração Pública, anteriormente regulados por vários decretos presidenciais.
Outro objectivo é criar uma tabela remuneratória mais uniforme, com regras transversais para os diferentes sectores da Função Pública.
Segundo António Estote, a nova arquitectura remuneratória deverá contribuir para reduzir a arbitrariedade e aumentar a transparência na definição dos salários.
A intenção do Executivo é avançar, de forma gradual, para uma tabela única de vencimentos, embora a sua implementação dependa do impacto orçamental e da disponibilidade financeira do Estado.
As medidas que não exigirem novas despesas poderão avançar mais rapidamente, enquanto aquelas com impacto no Orçamento Geral do Estado dependerão da programação financeira do Executivo e da aprovação da Assembleia Nacional.