A operação será realizada através do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) e envolve 4,76 milhões de acções ordinárias do banco.
De acordo com o prospecto aprovado pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC), o período de subscrição decorrerá entre 11 e 25 de Setembro, com cada acção avaliada em aproximadamente 45 a 55 dólares.
A liquidação financeira está prevista para 29 de Setembro, enquanto a admissão das acções à negociação na BODIVA deverá ocorrer a 30 de Setembro.
Do total da participação colocada à venda, 24% destinam-se ao Standard Bank Group Limited, actual accionista de referência, enquanto os restantes 10% serão disponibilizados ao público em geral.
Caso o grupo sul-africano exerça integralmente o direito de compra, poderá aumentar a sua participação no Standard Bank de Angola dos actuais 51% para 75%.
O Estado angolano deverá, por sua vez, manter uma participação de 15% no banco após a conclusão da operação.
No cenário de preço mais baixo, a operação poderá gerar cerca de 215 milhões de dólares para o Estado. Caso as acções sejam vendidas pelo valor máximo previsto, a receita poderá atingir aproximadamente 261 milhões de dólares.
O montante final dependerá do preço estabelecido e da procura registada durante o período de subscrição.
A operação enquadra-se no Programa de Privatizações (PROPRIV), através do qual o Governo angolano tem vindo a reduzir a participação directa do Estado em empresas e outros activos comerciais.
As acções agora colocadas no mercado faziam parte de uma participação anteriormente controlada pelo empresário Carlos São Vicente e que passou para o controlo do Estado na sequência de processos judiciais.
A entrada do Standard Bank de Angola na bolsa surge depois da venda de 15% da Unitel, operação através da qual o Estado angolano arrecadou aproximadamente 329 milhões de dólares.
A oferta do Standard Bank constitui, assim, mais um teste à capacidade do mercado de capitais angolano para atrair investidores e alargar a participação de particulares e instituições na compra de acções de grandes empresas.
O Standard Bank Group, sediado na África do Sul, é um dos maiores grupos bancários do continente e tem identificado Angola como um dos mercados estratégicos para reforçar a sua presença em África.