Chapo Anuncia 10% dos Projectos Agrícolas para Antigos Combatentes
O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que 10% dos projectos do sector da agricultura passarão a ser reservados aos antigos combatentes da luta de libertação nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que 10% dos projectos do sector da agricultura passarão a ser reservados aos antigos combatentes da luta de libertação nacional.

A medida foi anunciada durante as celebrações do Dia da Vitória, em Maputo, assinalado a 7 de Setembro, e pretende reforçar a participação dos veteranos no desenvolvimento económico do País.
“Temos a honra de vos comunicar que o Governo decidiu que, a partir deste ano, 10% dos projectos do sector da agricultura serão reservados para veteranos da luta pela libertação nacional em todo o País”, afirmou Daniel Chapo.
Segundo o Chefe do Estado, a decisão procura garantir que aqueles que participaram na luta de libertação nacional tenham também maior presença nas iniciativas de produção, geração de rendimento e criação de riqueza.
“Com este gesto, queremos que aqueles que ajudaram a libertar a terra e os homens também participem no desenvolvimento sustentável nesta marcha rumo à independência económica”, declarou.
Na sua intervenção, Daniel Chapo defendeu ainda que Moçambique deve concentrar os próximos esforços na conquista da independência económica, depois de décadas marcadas pela consolidação do Estado e defesa da soberania nacional.
O Presidente considerou necessário construir uma economia mais competitiva, com empresas nacionais capazes de disputar oportunidades com operadores estrangeiros e com maior participação dos jovens nas cadeias de valor.
“Queremos empresas moçambicanas capazes de competir em pé de igualdade com as estrangeiras. Queremos que os nossos jovens participem mais nas cadeias de valor porque são a prioridade da nossa governação”, afirmou.
Chapo apelou igualmente aos jovens para apostarem na educação, ciência, tecnologia, produção e empreendedorismo como instrumentos para a transformação económica do País.
Durante as celebrações, o Presidente destacou ainda o papel dos combatentes da luta de libertação nacional e defendeu a preservação da memória histórica de Moçambique.
“Um povo que esquece a sua história corre o risco de perder a sua identidade”, afirmou.
As comemorações decorrem no ano em que se assinalam 52 anos desde a assinatura dos Acordos de Lusaka, a 7 de Setembro de 1974, entre a Frente de Libertação de Moçambique e o Estado português, que abriram caminho para a independência nacional proclamada a 25 de Junho de 1975.
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