BNews — Moçambique · África · Mundo

Trump Fecha Acordo com Venezuela para Explorar 17 Campos de Petróleo

há 1h 4 min 3 leituras
Trump Fecha Acordo com Venezuela para Explorar 17 Campos de Petróleo

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam um acordo petrolífero com a Venezuela para assumir o controlo de 65 mil milhões de barris de reservas de petróleo, um entendimento que Delcy Rodríguez confirmou e descreveu como histórico. Caracas diz que o protocolo prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com impacto na produção, no investimento privado e nas receitas fiscais do Estado venezuelano.

Trump anunciou o acordo numa publicação nas redes sociais feita na sexta-feira à noite, já madrugada em Lisboa, e chamou-lhe o “maior acordo de petróleo da história mundial”. O Presidente norte-americano disse ainda que o entendimento foi negociado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e por Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela.

Segundo Trump, a transação “mais do que duplica as reservas de petróleo dos Estados Unidos”, aumenta significativamente o fornecimento e vai reduzir substancialmente os preços da gasolina para os norte-americanos a longo prazo. A administração norte-americana enfrenta pressão crescente por causa dos preços elevados dos combustíveis, num contexto em que a guerra no Irão já dura há seis meses sem previsão de fim.

Delcy Rodríguez confirmou a assinatura do acordo petrolífero e disse que se trata de um “acordo histórico” com impacto no “renascimento” da Venezuela. Num comunicado divulgado nas redes sociais, a dirigente afirmou que o protocolo permitirá “um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados”.

Caracas diz que o acordo cobre o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo. Rodríguez acrescentou que espera mais de 100 mil milhões de dólares (86 mil milhões de euros) em investimento e mais de 209 mil milhões de dólares (180 mil milhões de euros) em receitas fiscais para o Estado.

A dirigente venezuelana agradeceu a Trump e a Marco Rubio pela “disponibilidade para desenvolver” uma aliança que classificou como “um marco histórico nas relações bilaterais”. Disse ainda que o acordo foi assinado graças ao “fortalecimento das relações” entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, depois de sete anos de interrupção.

O anúncio surge quase nove meses depois de as forças norte-americanas, sob ordens de Trump, terem realizado uma operação para capturar Nicolás Maduro e levá-lo para os Estados Unidos, onde o Presidente venezuelano deveria responder por acusações federais de narcoterrorismo e tráfico de droga. Nos dias que se seguiram à deposição de Maduro, em janeiro, Trump já tinha sugerido que petrolíferas norte-americanas voltassem a explorar as reservas venezuelanas.

O Presidente norte-americano também acusou a Venezuela de ter roubado petróleo aos Estados Unidos quando Hugo Chávez nacionalizou, na primeira década de 2000, centenas de activos estrangeiros, incluindo os de empresas petrolíferas norte-americanas. A Venezuela é uma das maiores detentoras de petróleo do mundo, com 303 mil milhões de barris de crude em reservas provadas, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA, o que representa cerca de 17% da oferta mundial.

Apesar dessa dimensão, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial devido às fracas infra-estruturas. Segundo especialistas citados na matéria, as reservas venezuelanas estão em grande parte mapeadas e conhecidas, ao contrário de outras regiões onde os geólogos ainda têm de procurar petróleo inexplorado.

Caracas diz que o país produz actualmente 1,23 milhões de barris por dia, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019. Trump, por sua vez, apontou o acordo como um reforço das reservas norte-americanas num momento em que as reservas estratégicas de petróleo dos Estados Unidos caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, mais de 100 milhões abaixo do início de 2026.

Marco Rubio afirmou na rede social X que o acordo vai atrair quase 100 mil milhões de dólares em investimentos privados para a Venezuela, sustentar milhares de empregos bem remunerados e ajudar a reconstruir a economia venezuelana. O secretário de Estado classificou o entendimento como uma vitória para norte-americanos e venezuelanos e como prova da política externa de Trump baseada no princípio “América Primeiro”, com reservas estáveis, petróleo barato no hemisfério e preços da gasolina mais baixos nos Estados Unidos.

#Trump#Venezuela#petróleo#Delcy Rodríguez#Marco Rubio#EUA#reservas de petróleo