Segundo a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, o ataque foi intenso e prolongado, mas as autoridades asseguram que o sistema continuou a funcionar normalmente.
Pamfilova afirmou que a prioridade das autoridades é garantir que as eleições decorram de forma regular e com credibilidade.
Um grupo de hackers denominado CikLeak reivindicou a invasão dos servidores e alegou que pretendia denunciar aquilo que considera falta de transparência no sistema de votação electrónica.
O grupo defende que o sistema pode permitir manipulação dos resultados eleitorais. As autoridades russas rejeitam essas acusações e afirmam que o processo decorre normalmente.
O voto electrónico tem um peso significativo nas eleições, sobretudo em Moscovo, onde grande parte dos eleitores optou por esta modalidade.
Segundo a Comissão Eleitoral Central, cerca de um terço dos eleitores russos já tinha votado durante os primeiros dias do processo eleitoral.
O Presidente russo, Vladimir Putin, também votou pela Internet, tal como outros altos responsáveis do Governo.
As eleições legislativas decorrem durante três dias e vão determinar a composição da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo.
O partido Rússia Unida procura manter a maioria parlamentar, numa eleição que decorre num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e por preocupações levantadas pela oposição sobre a transparência do processo eleitoral.