A medida surge na sequência do acidente de viação ocorrido no distrito de Zavala, que provocou a morte de 24 pessoas que seguiam num semi-colectivo de passageiros.
Segundo a PRM, a viatura estava autorizada a transportar 15 passageiros, mas circulava com 24 pessoas a bordo, sem que o excesso de lotação tivesse sido detectado nos diferentes postos de fiscalização por onde passou.
A porta-voz da PRM em Inhambane, Nércia Bata, confirmou que foi criada uma equipa de inquérito para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades dos agentes envolvidos na fiscalização do trajecto.
“Neste momento foi constituída uma equipa de inquérito que vai trabalhar e, enquanto trabalha a equipa de inquérito, os membros que estavam nos postos de fiscalização foram todos suspensos enquanto decorre o inquérito, porque não preveniram ou não fiscalizaram o veículo e detectaram que estava com excesso de lotação”, explicou.
A suspensão abrange agentes que estavam de serviço em vários pontos de controlo, entre os quais o Posto de Fiscalização do Save, em Govuro, o cruzamento de Mangungumete, em Inhassoro, Mapinhane, em Vilankulo, Nhanchengo, em Massinga, Lindela, em Jangamo, e a Báscula de Inharrime.
O semi-colectivo tinha partido de Muxúnguè, na província de Sofala, com destino à África do Sul, quando colidiu frontalmente com um camião das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, em Zavala.
As 24 pessoas que seguiam no transporte de passageiros morreram, enquanto os dois ocupantes do camião militar sobreviveram e receberam assistência médica.
Informações preliminares da PRM apontam o excesso de velocidade e deficiências mecânicas entre as possíveis causas do acidente. As autoridades indicaram ainda que foram detectadas anomalias mecânicas no camião militar.
Com a confirmação de que o semi-colectivo circulava com excesso de lotação, a investigação passou também a analisar a actuação dos agentes responsáveis pela fiscalização ao longo da EN1.
A suspensão dos agentes é temporária e não representa, por si só, uma conclusão sobre responsabilidades individuais. O inquérito deverá determinar como a viatura conseguiu atravessar sucessivos postos de controlo sem que a irregularidade fosse detectada.
O Governo está igualmente a trabalhar na transladação dos corpos, sobretudo para o distrito de Chibabava, em Sofala, de onde era proveniente a maioria das vítimas.