Niassa: Forças de Defesa Negam Expansão do Terrorismo na Região

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique rejeitam, para já, que o recente ataque registado na província do Niassa represente uma expansão do terrorismo para a região.
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As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique rejeitam, para já, que o recente ataque registado na província do Niassa represente uma expansão do terrorismo para a região.
A posição foi apresentada pelo porta-voz das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Omar Saranga, depois de um ataque contra um acampamento turístico na Reserva Especial do Niassa, que provocou pelo menos uma morte, destruição de infra-estruturas, deslocação de milhares de pessoas e o rapto de vários cidadãos.
Segundo Saranga, a prioridade das forças continua a ser a protecção das populações, a manutenção da presença do Estado e a localização dos grupos responsáveis pelos ataques.
“Neste momento o mais importante é assegurar a protecção das populações, preservar a presença do Estado e continuar as operações destinadas a localizar e neutralizar os grupos responsáveis por este tipo de acções”, afirmou.
O porta-voz acrescentou que a ocorrência registada no Niassa não significa, neste momento, que o terrorismo tenha expandido a sua presença de forma permanente para a província.
O ataque ocorreu a 4 de Setembro, na Coutada de Marangira, na Reserva Especial do Niassa. As autoridades reforçaram posteriormente a segurança na região.
Informações avançadas pelas autoridades indicam que os atacantes poderão ter vindo da vizinha província de Cabo Delgado, onde grupos armados actuam desde 2017.
No mesmo contexto, o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, defendeu maior investimento na modernização das Forças Armadas, sobretudo através do uso de novas tecnologias, formação contínua e cooperação com parceiros.
Chume considerou que o País enfrenta ameaças cada vez mais complexas, incluindo terrorismo, crime organizado e outros riscos que exigem maior capacidade de resposta das forças de defesa.
Cabo Delgado continua a ser o principal foco da insurgência armada no norte de Moçambique, embora nos últimos anos tenham sido registadas incursões esporádicas em zonas das províncias vizinhas de Niassa e Nampula.
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