A reivindicação foi divulgada através dos canais de propaganda do grupo, segundo informação avançada pela Lusa.
De acordo com a mesma fonte, os atacantes incendiaram um posto da Polícia da República de Moçambique (PRM), recorrendo a armas automáticas, numa acção que terá provocado ferimentos num agente policial e levado os restantes elementos a abandonar o local.
Durante a incursão, foram igualmente incendiados um edifício governamental, uma igreja católica, viaturas e residências.
Entre as infra-estruturas destruídas encontram-se equipamentos associados a um acampamento turístico e de safaris ligado ao treinador luso-moçambicano Carlos Queiroz. Os prejuízos são estimados em cerca de 3,5 milhões de dólares.
As autoridades moçambicanas indicam ainda que 11 pessoas foram raptadas durante o ataque e continuam desaparecidas.
Nos últimos dias, as forças de defesa e segurança reforçaram a presença na região. O chefe das relações públicas da PRM no Niassa, Osvaldo Mahando, afirmou que as autoridades estão empenhadas em garantir a circulação de pessoas e bens e em restabelecer a segurança nas zonas afectadas.
Segundo a Polícia, parte das populações que se tinha refugiado em localidades vizinhas começou já a regressar às zonas de origem, sob acompanhamento das forças no terreno.
Duas viaturas anteriormente roubadas durante a incursão foram entretanto recuperadas, enquanto prosseguem as buscas pelas 11 pessoas raptadas.
As autoridades acreditam que os atacantes terão partido da vizinha província de Cabo Delgado, principal foco da insurgência armada que afecta o Norte de Moçambique desde 2017.
O ataque a Marangira representa mais um sinal da expansão esporádica das acções insurgentes para fora de Cabo Delgado, com registo de incursões nas províncias do Niassa e de Nampula.