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Nampula Lidera Casos de Cólera num Surto que Já Matou 91 Pessoas

Por Jackson Hélder 2 min
Nampula Lidera Casos de Cólera num Surto que Já Matou 91 Pessoas

A província de Nampula concentra o maior número de casos e mortes por cólera registados em Moçambique no espaço de um ano, num surto que já infectou 9.708 pessoas e provocou 91 óbitos em todo o País.

Os dados constam do mais recente boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública e abrangem o período entre 3 de Setembro de 2025 e 29 de Agosto de 2026.

Nampula contabiliza 3.986 casos e 39 mortes, assumindo-se como a província mais afectada. Seguem-se Tete, com 2.974 casos e 33 óbitos, e Cabo Delgado, que regista 1.137 infecções e oito mortes.

Sofala soma 1.076 casos e seis mortes, enquanto Manica contabiliza 386 casos e três óbitos. Na Zambézia foram registados 146 casos e duas mortes.

As províncias de Maputo e Gaza, assim como a cidade de Maputo, apresentam números residuais e não registaram mortes associadas à doença no período em análise.

Apesar do elevado número acumulado de casos, a situação epidemiológica apresenta actualmente sinais de melhoria. As autoridades sanitárias indicam que não estão a ser registados novos casos diariamente e não há, neste momento, doentes internados devido à cólera.

A redução da transmissão é associada, entre outros factores, ao fim da época chuvosa, em Abril. A taxa de letalidade acumulada situa-se em 0,9 por cento.

No início deste ano, a doença chegou a afectar pelo menos 42 distritos, sobretudo nas regiões centro e norte do País, período em que eram registados mais de 100 novos casos por dia.

Perante o risco de novos surtos, as Nações Unidas aprovaram um mecanismo de resposta antecipatória à cólera em Moçambique, que poderá mobilizar até 1,7 milhões de euros para acções de prevenção e resposta antes do agravamento da situação.

A iniciativa pretende reforçar a capacidade de intervenção nas zonas consideradas de maior risco, num contexto em que a propagação da cólera continua ligada a problemas de acesso à água potável, deficiências de saneamento e ocorrência de fenómenos climáticos extremos.