A linha foi criada pelo Governo de Moçambique e pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, com o objectivo de dar continuidade ao Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais, cujas actividades terminaram em Março deste ano.
Segundo um comunicado do Moza Banco, a instituição actuará como gestora do fundo, ficando responsável pela custódia dos recursos, operacionalização do ciclo de crédito e prestação de contas ao Ministério da Planificação e Desenvolvimento, ao Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia e ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola.
A linha combina três instrumentos de apoio: crédito bancário, fundo de mobilização de investimentos e assistência técnica.
A operacionalização será feita através de bancos comerciais, microbancos, instituições de microfinanças e entidades financeiras de base comunitária e de desenvolvimento local, com o objectivo de aproximar os recursos das zonas rurais.
Os financiamentos destinam-se a produtores, micro, pequenas e médias empresas rurais, bem como a empresas agregadoras que actuam nas cadeias de valor da agricultura, pecuária, pesca e aquacultura, agro-processamento, transporte e logística, comércio e serviços rurais.
A apresentação da linha ocorreu durante o Seminário Nacional de Divulgação da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais, realizado na cidade de Nampula e promovido pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, através do Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia.
O encontro reuniu representantes do Governo, autoridades provinciais e municipais, instituições financeiras, empresas e organizações ligadas ao desenvolvimento local.
Durante o seminário, o presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, destacou a importância do carácter rotativo do mecanismo para garantir a continuidade do financiamento.
“O carácter rotativo desta Linha não é um pormenor técnico, é a condição da sua existência. Cada reembolso pontual é um novo projecto que passa a ser possível”, afirmou.
Manuel Soares acrescentou que o banco assume o mandato com a responsabilidade de “gerir bem, prestar contas e devolver ao País um fundo mais forte do que aquele que recebemos”.
O Moza Banco já tinha sido responsável pela operacionalização dos desembolsos no âmbito do Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais. Os recursos recuperados dessas operações constituem o capital que dá origem à actual Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais.
A instituição considera que a gestão do fundo reforça a sua intervenção no financiamento ao agronegócio e às micro, pequenas e médias empresas, com enfoque na expansão da actividade económica sustentável nas zonas rurais do País.