Segundo o relatório financeiro semestral da empresa, a mina produziu cerca de 25,8 mil toneladas de grafite entre Janeiro e Junho, contra 6,5 mil toneladas registadas no mesmo período de 2025.
As vendas e expedições para clientes atingiram aproximadamente 26,6 mil toneladas, um aumento expressivo face às 1,8 mil toneladas comercializadas no primeiro semestre do ano passado.
A recuperação ocorre depois de um período marcado por uma paralisação prolongada das operações em Balama. Apesar da melhoria, a Syrah refere que a produção continua condicionada pela procura moderada de grafite natural fora da China e pela pressão provocada pelo excesso de oferta no mercado internacional.
A empresa pretende ligar directamente a produção de grafite em Moçambique à sua unidade industrial de Vidalia, no estado norte-americano da Louisiana, onde fabrica material anódico activo, um dos componentes utilizados nas baterias de veículos eléctricos.
Durante o primeiro semestre, a fábrica de Vidalia produziu cerca de 150 toneladas deste material para processos de qualificação junto de clientes e testes das capacidades industriais da unidade.
A Syrah prevê iniciar ainda neste semestre as primeiras vendas comerciais do material produzido nos Estados Unidos com grafite proveniente de Balama.
A empresa considera esta etapa fundamental para garantir novos compromissos comerciais e avançar com a expansão da unidade norte-americana.
A estratégia da Syrah procura integrar a extracção de grafite em Moçambique com a produção de materiais para baterias nos Estados Unidos, numa altura em que governos e fabricantes procuram reduzir a dependência das cadeias de fornecimento dominadas pela China.
Em Maio, a empresa anunciou a intenção de elevar a produção anual da mina de Balama para um intervalo entre 200 mil e 240 mil toneladas.
A Syrah considera Balama um dos maiores recursos de grafite de elevada qualidade fora da China, com uma vida útil estimada em mais de 50 anos e capacidade instalada para produzir 350 mil toneladas por ano.
Apesar da recuperação operacional, a empresa registou um prejuízo de 107,9 milhões de dólares no primeiro semestre, acima das perdas de 59,8 milhões de dólares verificadas no mesmo período de 2025.
O resultado foi afectado, entre outros factores, por uma imparidade de 35,2 milhões de dólares nos activos da unidade de Vidalia e pelo aumento dos encargos financeiros, que atingiram 23,9 milhões de dólares.