Fundo Soberano Cresce Mais de 31% desde Dezembro de 2025

O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) registou um crescimento superior a 31% desde Dezembro de 2025, atingindo em Setembro um valor de mercado de 144,4 milhões de dólares.
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O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) registou um crescimento superior a 31% desde Dezembro de 2025, atingindo em Setembro um valor de mercado de 144,4 milhões de dólares.
Segundo o mais recente relatório de investimentos, datado de 25 de Setembro, o fundo alcançou cerca de 144,4 milhões de dólares, contra aproximadamente 110 milhões de dólares transferidos para a sua constituição em 10 de Dezembro de 2025.
Os dados representam uma valorização acumulada de cerca de 34,5 milhões de dólares em menos de um ano.
O Fundo Soberano é gerido pelo Banco de Moçambique e foi criado para aplicar parte das receitas provenientes da exploração de gás natural do país.
Só no dia 25 de Setembro, o valor da carteira aumentou em cerca de 152 mil dólares, com um retorno diário de 0,11%.
A componente denominada em dólares norte-americanos apresentou um ganho diário de 0,13%, enquanto a carteira em euros avançou 0,04%.
Apesar da valorização acumulada desde a constituição, o desempenho mais recente continua condicionado pela evolução dos mercados internacionais de obrigações.
Desde o início de Setembro, a carteira acumulava perdas de 1,08%, enquanto no trimestre a redução era de 0,63%.
A carteira denominada em dólares norte-americanos representava cerca de 101,2 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente 70% do património total do fundo.
Os restantes 30%, correspondentes a cerca de 43,2 milhões de dólares, encontravam-se aplicados em activos denominados em euros.
A actual estrutura resulta da implementação de uma estratégia de investimento de longo prazo iniciada pelo Banco de Moçambique no segundo trimestre deste ano, depois da aprovação do Plano Director de Investimento pelo Ministério das Finanças.
Anteriormente, os recursos do Fundo Soberano encontravam-se essencialmente aplicados em depósitos bancários.
A partir do segundo trimestre, o banco central começou a transferir os activos para uma carteira baseada principalmente em dívida soberana internacional denominada em dólares e euros.
No final de Junho, o Fundo Soberano apresentava um valor de mercado de cerca de 118,4 milhões de dólares. Isto significa que, em cerca de três meses, os activos aumentaram em mais de 26 milhões de dólares.
O Plano Director de Investimento estabelece que 70% dos recursos sejam geridos com base no índice ICE BofA 0-5 Year US Treasury Index, composto por obrigações do Tesouro dos Estados Unidos.
Os restantes 30% são geridos com base no ICE BofA 0-3 Year Euro Government Index, que acompanha dívida soberana da Zona Euro.
A exposição geográfica da carteira encontra-se, por isso, maioritariamente concentrada nos Estados Unidos, enquanto a componente europeia está distribuída por países como Alemanha, Áustria, Finlândia, França e Países Baixos.
As regras de investimento determinam ainda que pelo menos 75% dos recursos permaneçam aplicados em obrigações soberanas incluídas nos índices de referência.
O regulamento proíbe investimentos em activos emitidos por empresas moçambicanas ou directamente relacionados com a economia nacional.
Estão igualmente vedados investimentos com exposição ao sector do petróleo e gás, apesar de o Fundo Soberano ser financiado por receitas provenientes da exploração de gás natural.
Os activos elegíveis devem apresentar uma classificação mínima de crédito de A-.
Criado pela Lei n.º 1/2024, o Fundo Soberano de Moçambique tem como principais objectivos apoiar o desenvolvimento económico e social, criar poupanças para as futuras gerações e contribuir para a estabilização do Orçamento do Estado.
A legislação determina que 40% das receitas anuais provenientes da exploração de gás natural sejam canalizadas para o fundo.
O Governo estima que essas receitas possam atingir cerca de 6 mil milhões de dólares por ano durante a década de 2040.
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