Os protestos têm-se concentrado na cidade de Durban, onde o movimento March and March ganhou força nos últimos meses e promete realizar uma grande manifestação caso as suas exigências não sejam atendidas.
O líder do movimento, Sphelele Shinga, afirmou que os activistas pretendem mobilizar milhares de pessoas para pressionar pela saída dos imigrantes sem documentos.
Segundo Shinga, diferentes comunidades estão a juntar-se ao movimento, que defende maior controlo sobre a imigração e a presença de estrangeiros no país.
A mobilização estava inicialmente prevista para uma data anterior, mas foi alterada devido a preocupações relacionadas com a segurança.
A situação tem afectado também refugiados que aguardam pela verificação da sua documentação e que, segundo relatos, têm permanecido nas ruas enquanto o processo decorre.
Uma refugiada ganesa, Princesa Adjei, afirmou que as condições se tornaram difíceis, alertando para os riscos enfrentados por pessoas obrigadas a dormir ao relento.
Activistas pela paz acompanharam os refugiados durante as manifestações. Entre eles esteve Ela Gandhi, antiga deputada e neta de Mahatma Gandhi, que criticou a retórica usada contra os imigrantes.
Ela Gandhi rejeitou a ideia de que os migrantes sejam responsáveis pelos principais problemas enfrentados pela África do Sul e apelou a uma abordagem mais responsável sobre a questão.
O prazo de 30 de Setembro aumenta a expectativa de novas manifestações em Durban, numa altura em que o debate sobre imigração continua a gerar forte tensão social no país.