As empresas escolhidas são a CFML Logistics, ligada aos Caminhos de Ferro de Moçambique, e a Alistair Group Mozambique.
A CFML Logistics ficará responsável por serviços relacionados com terrenos e infra-estruturas da base logística do Terminal de Granéis de Pemba, enquanto a Alistair Group Mozambique prestará apoio às operações logísticas da campanha de perfuração da Área 4 e às actividades offshore.
A presidente do conselho de administração e directora-geral da ExxonMobil Moçambique, Johanna Boothey, afirmou que as adjudicações demonstram o compromisso da petrolífera com o conteúdo local.
Segundo a responsável, os contratos deverão contribuir para o desenvolvimento de capacidades nacionais, criação de valor e reforço das infra-estruturas portuárias de Pemba, em Cabo Delgado.
A ExxonMobil anunciou igualmente cartas de intenção com a Saipem e a Jan de Nul para serviços de engenharia, aprovisionamento e apoio técnico no segmento upstream do projecto.
Esta fase inclui o planeamento da infra-estrutura submarina necessária à produção de gás natural, incluindo 18 poços e uma rede de condutas submarinas.
As novas adjudicações surgem depois de a ExxonMobil ter anunciado contratos de pré-investimento avaliados em 1,1 mil milhões de dólares para aquisição e fabrico de equipamentos considerados essenciais para o Rovuma LNG.
A petrolífera contratou ainda a empresa grega Corinth Pipeworks para fornecer cerca de 250 quilómetros de tubagens para a rede submarina, num contrato avaliado entre 200 milhões e 250 milhões de dólares.
O Rovuma LNG está avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares e é liderado pela ExxonMobil, em parceria com a ENH, CNPC, Eni, KOGAS e XRG.
O projecto prevê a construção de 12 módulos de liquefacção, com capacidade para produzir 18,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano. O início das operações está previsto para 2031.
Segundo a ExxonMobil, o projecto poderá gerar cerca de 6 mil milhões de dólares em actividade económica em Moçambique e criar oportunidades para aproximadamente 7.500 trabalhadores moçambicanos durante a fase de construção.
A petrolífera levantou, em Novembro de 2025, a declaração de força maior que mantinha o projecto suspenso desde os ataques armados registados em Cabo Delgado em 2021.