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Empresários Pedem Ao Banco de Moçambique Maior Estabilidade Cambial

Empresários Pedem Ao Banco de Moçambique Maior Estabilidade Cambial
Por Osvaldo 2 min

Os empresários moçambicanos defendem que a nova liderança do Banco de Moçambique deve adoptar medidas capazes de reforçar a estabilidade cambial, melhorar o acesso ao crédito e criar condições mais favoráveis ao financiamento da produção, do investimento e do emprego.

A posição foi apresentada pelo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, durante a 22.ª edição do balanço económico sobre o desempenho empresarial no segundo trimestre.

Segundo Massingue, um dos principais desafios do sector privado passa por encontrar um equilíbrio entre a estabilidade macroeconómica, cambial e monetária e a necessidade de garantir recursos para financiar a actividade empresarial.

O responsável alertou igualmente para o impacto do elevado endividamento público interno, que continua a absorver recursos do sistema financeiro e a limitar a disponibilidade de crédito para as empresas.

A CTA defende, por isso, uma gestão de liquidez que reduza a pressão sobre o crédito ao sector privado e permita uma maior circulação de recursos para sectores produtivos da economia.

Os empresários pedem ainda maior previsibilidade na condução das políticas monetária, cambial, fiscal e financeira, bem como uma melhor coordenação entre as instituições responsáveis por estas áreas.

Outra preocupação está relacionada com o custo do crédito. Apesar das reduções acumuladas da taxa MIMO, a CTA considera que o financiamento bancário continua caro para as empresas, numa altura em que a prime rate do sistema financeiro se situa em 15,50%, antes da aplicação dos spreads de risco pelos bancos comerciais.

O sector privado defende que as decisões de política monetária devem produzir efeitos mais visíveis na economia real, permitindo que a redução das taxas de referência se traduza progressivamente em menores custos de financiamento.

A CTA pretende ainda a retoma do Comité de Política Monetária+1, um mecanismo de diálogo entre o Banco de Moçambique e o sector privado, no qual são apresentadas e explicadas as decisões de política monetária.

As preocupações surgem poucos dias depois da entrada em funções do novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, nomeado pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Ao conferir posse ao novo governador, Chapo desafiou a instituição a reforçar a estabilidade macroeconómica, modernizar-se e acompanhar o processo de transformação da economia moçambicana.

Para o empresariado, o desempenho da nova liderança do banco central será determinante para melhorar o ambiente de financiamento, reforçar a confiança e criar melhores condições para o crescimento do sector produtivo.

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