Empresários de Moçambique e Portugal Debatem Esta Terça-Feira Novas Oportunidades de Investimento

Empresários, investidores e representantes dos governos de Moçambique e Portugal reúnem-se esta terça-feira, 1 de Setembro, em Maputo, para discutir novas oportunidades de investimento, parcerias empresariais e os principais desafios enfrentados pelas empresas que operam no mercado moçambicano.
O encontro acontece no âmbito do Fórum Empresarial Moçambique-Portugal 2026, promovido pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), pela Embaixada de Portugal em Moçambique e pela Câmara de Comércio Portugal-Moçambique (CCPM).
Realizado paralelamente à FACIM 2026, o fórum deverá juntar decisores políticos, empresários, instituições financeiras, magistrados e consultores dos dois países. Entre os principais temas estarão a segurança jurídica dos investimentos, previsibilidade fiscal e regulatória, competitividade e melhoria do ambiente de negócios.
A nova Lei do Conteúdo Local deverá ocupar igualmente uma parte importante das discussões. O novo quadro reforça a participação de empresas e trabalhadores moçambicanos na cadeia de valor da indústria do petróleo e gás, criando novas exigências para empresas estrangeiras interessadas em fornecer bens e serviços aos grandes projectos.
Para as empresas portuguesas, este cenário poderá aumentar a necessidade de estabelecer parcerias com operadores nacionais, transferir conhecimento e tecnologia e investir na formação de recursos humanos moçambicanos.
O programa inclui ainda a apresentação do Barómetro do Gestor em Moçambique 2026, que deverá mostrar como os empresários portugueses avaliam actualmente o mercado moçambicano, os principais obstáculos ao investimento e os sectores com maior potencial de crescimento.
Representantes dos dois governos vão igualmente participar num painel dedicado ao ambiente de negócios. Moçambique será representado pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, enquanto Portugal contará com o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira.
Outro momento previsto é o lançamento do Directório CCPM 2026, destinado a facilitar a identificação de empresas, fornecedores, entidades públicas e potenciais parceiros ligados às relações económicas entre os dois países.
Segundo dados apresentados no âmbito da organização do fórum, mais de 500 empresas portuguesas operam directamente em Moçambique e cerca de 1.500 exportam para o mercado moçambicano.








