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Economia

Dólar mais fraco dá novo fôlego ao ouro depois do sinal do Tesouro dos EUA

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Dólar mais fraco dá novo fôlego ao ouro depois do sinal do Tesouro dos EUA

O ouro sobe e aponta para a terceira semana seguida de ganhos, apoiado por um dólar mais fraco depois de o Tesouro dos EUA ter sinalizado que pode alargar as recompras de dívida. O movimento ajuda a explicar porque é que o metal valorizou 1,02%, para 4562,760 dólares por onça, num mercado em que a prata também acompanha a tendência, apesar da sua queda diária de 1,30%, para 68,975 dólares por onça.

A leitura principal para os investidores é simples: quando o dólar enfraquece, o ouro tende a ficar mais atractivo para quem compra em moeda norte-americana. Neste caso, a subida ganha força porque o Tesouro dos EUA deu sinais de que poderá comprar mais dívida pública em mercado secundário, uma medida que o mercado interpreta como apoio adicional ao funcionamento dos Treasuries.

O plano de recompra de dívida foi divulgado no início de agosto de 2026 e inclui a possibilidade de o Tesouro comprar até 38 mil milhões de dólares em títulos off-the-run — títulos mais antigos e, por isso, menos negociados — para apoio de liquidez, além de até 25 mil milhões de dólares no intervalo de 1 mês a 2 anos para gestão de caixa. Em linguagem simples, recompra de dívida é isto: o Tesouro volta a comprar títulos que já emitiu, para melhorar a liquidez do mercado ou ajustar o financiamento.

A consequência prática para o ouro é que o metal continua a beneficiar de um ambiente em que o dólar perde força, mesmo com as taxas de rendibilidade dos títulos do Tesouro de longo prazo ainda elevadas. Charu Chanana, da Saxo Markets, disse à Bloomberg que essa resistência do ouro sugere que a subida está mais ligada à fraqueza do dólar e à credibilidade fiscal ou monetária dos EUA do que a taxas mais baixas.

Os números mostram a dimensão do movimento: o ouro está prestes a fechar a semana com uma subida de cerca de 4% e soma cerca de 11% desde o início do mês. A prata segue o mesmo mercado, mas com comportamento mais irregular no dia, ainda a ser negociada em 68,975 dólares por onça.

O quadro não está fechado. A recuperação dos preços da energia pode manter vivos os riscos de inflação e as apostas numa nova subida de taxas de juro, o que pode travar parte do avanço dos metais preciosos. O que interessa acompanhar agora é se o Tesouro dos EUA confirma ou amplia o programa de recompras e se o dólar continua suficientemente fraco para sustentar o ouro.

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