Corredor da Beira Pode Passar a Transportar Quatro Vezes Mais Combustíveis

O Corredor da Beira poderá, no futuro, aumentar para cerca de quatro vezes a actual capacidade de transporte de combustíveis, caso avance o plano de longo prazo que está a ser estudado pela Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ).
Segundo um comunicado de imprensa da empresa, estudos preliminares avaliam a possibilidade de substituir o actual oleoduto por uma linha de maior diâmetro, capaz de elevar a capacidade anual dos actuais três milhões para cerca de 12 milhões de metros cúbicos.
A medida está a ser analisada para responder ao crescimento projectado da procura de combustíveis na África Austral até 2050.
Este plano é diferente da expansão já em curso no corredor Beira-Harare, que deverá elevar a capacidade anual de três milhões para cinco milhões de metros cúbicos até ao final de 2027.
A actual intervenção prevê a construção de novas estações de bombagem em Nhamatanda, na província de Sofala, e em Messica, na província de Manica, permitindo acrescentar capacidade para transportar cerca de dois mil milhões de litros de combustíveis por ano.
Mas a CPMZ pretende olhar para além desta fase. Segundo a empresa, a eventual instalação de um oleoduto de maior dimensão permitiria preparar a infra-estrutura para um crescimento mais acentuado da procura regional nas próximas décadas.

A companhia está igualmente a estudar uma possível extensão da rota Harare-Lusaka até à região do Copperbelt, na Zâmbia, uma das principais zonas mineiras daquele país.
Caso avance, a extensão poderá ampliar a utilização do Corredor da Beira no abastecimento de mercados do interior da África Austral e reforçar a ligação entre o Porto da Beira e países sem acesso directo ao mar.
Actualmente, o oleoduto da CPMZ tem 294 quilómetros de extensão e transporta gasóleo, gasolina e combustível de aviação entre o Porto da Beira e Feruka, no Zimbabué.
A infra-estrutura funciona desde 1982 e integra uma das principais rotas de transporte de combustíveis entre Moçambique e os mercados do interior da região.
A CPMZ sublinha, contudo, que a expansão para 12 milhões de metros cúbicos ainda se encontra numa fase preliminar de estudo, não tendo sido anunciados prazos para uma eventual implementação.








