Chapo falava durante uma visita de trabalho de três dias à província de Maputo, onde voltou a defender uma governação próxima das populações e maior contacto directo entre o Estado e as comunidades.
“Temos partidos políticos diferentes, mas isso não pode levar-nos a violentar o nosso irmão só porque ele pensa diferente de nós”, afirmou o Chefe de Estado.
Segundo o Presidente, Moçambique só poderá avançar com estabilidade se os cidadãos conseguirem conviver com as suas diferenças políticas, religiosas, sociais e culturais.
“A principal mensagem que estamos a levar para o povo moçambicano é a mensagem de paz, de amor e de união entre moçambicanos”, declarou.
Daniel Chapo sublinhou que a paz não deve ser entendida apenas como ausência de confrontos armados, defendendo que começa no relacionamento entre as pessoas.
“A paz não é só o calar das armas. A paz começa em casa, na família, entre pai, mãe e filhos”, afirmou.
O Presidente acrescentou que essa convivência deve estender-se aos bairros, municípios, distritos e províncias, contribuindo para a estabilidade de todo o país.
Para Chapo, o diálogo deve ser o principal caminho para resolver divergências e aproximar cidadãos com diferentes posições.
“Se temos que convencer acerca de uma coisa, fazemos através do diálogo”, afirmou.
O Chefe de Estado voltou igualmente a destacar a importância do diálogo nacional inclusivo, defendendo que moçambicanos com diferentes visões políticas e sociais devem encontrar espaços para discutir os problemas do país e procurar consensos.
Chapo considera que a paz, a segurança e a capacidade de diálogo são condições essenciais para que Moçambique consiga avançar no desenvolvimento económico e social.