A decisão consta de despachos do presidente do partido, datados de 10 de Setembro de 2026, segundo um comunicado divulgado pela Direcção Nacional de Informação da ANAMOLA.
O partido não avançou razões específicas para a exoneração de Messias Uarreno, limitando-se a agradecer pelos serviços prestados durante o período em que exerceu as funções.
James Mlando Fausto Njiji deverá permanecer como secretário-geral interino até à apreciação e ratificação da nomeação pelo Conselho Nacional da ANAMOLA, cuja próxima reunião está prevista para Setembro.
Segundo o comunicado, a mudança pretende assegurar a continuidade administrativa e o normal funcionamento dos órgãos centrais do partido, além de imprimir maior dinâmica à estrutura organizacional.
Messias Uarreno tinha assumido a Secretaria-Geral interina em Setembro de 2025, substituindo Alberto Manhique, numa das primeiras mudanças na estrutura do então recém-criado partido.
Antes de Uarreno, Alberto Manhique havia sido indicado secretário-geral interino durante a primeira sessão extraordinária da Comissão Executiva da ANAMOLA, realizada em Agosto de 2025. Nesse mesmo período, Venâncio Mondlane assumiu a liderança interina da nova formação política.
James Mlando Fausto Njiji, agora chamado a assumir a Secretaria-Geral, já teve passagem pela Assembleia da República, onde integrou a Comissão da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Actividades Económicas e Serviços.
A ANAMOLA nasceu na sequência do percurso político de Venâncio Mondlane após as eleições gerais de 2024 e das manifestações que se seguiram à contestação dos resultados eleitorais.
Em Fevereiro de 2025, Mondlane anunciou a intenção de criar uma nova formação política depois do fim da sua ligação ao PODEMOS.
O nome inicialmente proposto foi ANAMALALA, expressão popularizada durante a campanha eleitoral, mas a designação não avançou. O movimento adoptou posteriormente o nome Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, abreviado ANAMOLA.
Venâncio Mondlane liderou inicialmente o partido de forma interina e consolidou a posição em Junho de 2026, quando foi eleito presidente da ANAMOLA na primeira Convenção Nacional, realizada em Nampula.
A substituição de Messias Uarreno ocorre numa fase em que a ANAMOLA procura consolidar a sua organização interna e expandir as suas estruturas em todo o território nacional.
No comunicado sobre a mudança, o partido reafirma o compromisso com o fortalecimento da organização interna, o cumprimento dos estatutos e a consolidação das suas estruturas perante os próximos desafios políticos.