Numa publicação na rede social X, Zuckerberg afirmou que os utilizadores não vão querer recorrer a agentes de IA que não estejam alinhados com os seus interesses ou que não façam correctamente aquilo que lhes é pedido.
Segundo o fundador da Meta, isso cria um incentivo natural para que as empresas invistam na segurança dos seus modelos e melhorem continuamente a forma como estes respondem aos utilizadores.
Zuckerberg explicou ainda que a própria Meta já adiou durante vários meses o lançamento do sistema Muse AI para reforçar os mecanismos de segurança antes da sua disponibilização.
O responsável defendeu também o recurso a especialistas externos para avaliar os sistemas de inteligência artificial e considerou que as empresas devem continuar a desenvolver a tecnologia sem interromper o seu avanço.
A posição surge numa altura em que outras grandes empresas do sector estão a discutir formas de aumentar o controlo sobre os modelos mais avançados de IA.
A OpenAI, Anthropic e Google DeepMind estão a trabalhar na criação de uma entidade conjunta para supervisionar os riscos associados à inteligência artificial e estabelecer padrões de segurança para o sector.
A proposta prevê que os modelos mais avançados possam ser avaliados antes de chegarem ao mercado, sobretudo em matérias relacionadas com segurança e possíveis riscos para os utilizadores.
A ideia ganhou força depois de vários responsáveis da indústria defenderem que o desenvolvimento da IA deve avançar a um ritmo que permita às medidas de segurança acompanhar as novas capacidades da tecnologia.
Zuckerberg, porém, rejeita a ideia de uma pausa ou abrandamento coordenado entre as empresas. Para o fundador da Meta, cada laboratório deve assumir a responsabilidade pela segurança dos seus próprios sistemas sem travar o desenvolvimento da inteligência artificial.
O debate entre as maiores empresas tecnológicas está agora centrado não apenas na velocidade com que a IA deve avançar, mas também na forma como os seus riscos devem ser controlados.