Os vendedores dizem que não pretendem abandonar o local onde actualmente exercem a actividade comercial, apesar das orientações para a mudança.
Segundo o grupo, o Mercado da Paz está localizado próximo de uma curva acentuada da Estrada Nacional Número Um, situação que consideram perigosa para comerciantes e clientes.
Os vendedores afirmam que já foram registadas situações em que viaturas saíram da estrada e quase atingiram pessoas que se encontravam na zona.
Além das questões de segurança, o grupo contesta também a informação de que o Mercado da Paz pertence ao Governo.
Alguns vendedores alegam que o espaço é propriedade privada e defendem que as autoridades devem dialogar com os proprietários antes de avançar com qualquer transferência.
“Aquele mercado não foi construído pelo Governo. Querem tomar de assalto e à força uma propriedade alheia”, afirmou Marieta, representante dos vendedores.
Os comerciantes dizem ainda enfrentar dificuldades no actual espaço de Senta Baixa, incluindo problemas de circulação e casos de agressão.
Apesar dessas dificuldades, afirmam que não aceitarão a transferência enquanto não for encontrada uma solução considerada segura e adequada.
O grupo pede intervenção das autoridades para identificar outro espaço onde possam continuar a trabalhar sem riscos.
“Queremos pedir ao Chapo que nos arranje um espaço e queremos saber para onde vamos”, declarou a vendedeira Miséria Chachuaio.
A reivindicação ocorre num contexto de aumento da criminalidade na zona de Senta Baixa, onde têm sido registados vários casos de assaltos nas últimas semanas.
As autoridades policiais já anunciaram o reforço da presença no local para tentar reduzir os crimes e melhorar a segurança.