ANAMOLA Denuncia Morte de 57 Membros em um Ano

A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) denunciou a morte de 57 dos seus membros desde Agosto de 2025 e pediu uma investigação profunda e transparente para esclarecer os casos.
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A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) denunciou a morte de 57 dos seus membros desde Agosto de 2025 e pediu uma investigação profunda e transparente para esclarecer os casos.
Segundo o porta-voz do partido, Alberto Manhique, o número subiu para 57 após a morte de Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador da ANAMOLA no distrito de Morrumbene, província de Inhambane.
Ilídio Gustavo terá sido raptado por indivíduos ainda não identificados e posteriormente encontrado morto no distrito de Homoíne. O seu funeral realizou-se esta semana.
A ANAMOLA afirma que Gustavo estava entre as pessoas indicadas como testemunhas no processo judicial envolvendo o presidente do partido, Venâncio Mondlane, relacionado com as manifestações pós-eleitorais realizadas após as eleições gerais de Outubro de 2024.
Além das 57 mortes, o partido diz ter registado 436 outros casos de “violência extrema” envolvendo membros ou estruturas da organização.
A ANAMOLA defende que as autoridades devem investigar não apenas os casos individualmente, mas também apurar se existe algum padrão por detrás dos episódios de violência denunciados.
O partido voltou igualmente a acusar as autoridades de não garantirem protecção suficiente aos seus membros e apoiantes, exigindo responsabilização dos autores dos crimes.
A Plataforma Eleitoral Decide também tem alertado para casos de violência envolvendo membros de partidos da oposição e para a necessidade de investigações capazes de identificar responsáveis e prevenir novos episódios.
Até ao momento, não foram apresentadas publicamente conclusões das autoridades que confirmem uma ligação entre todos os casos denunciados pela ANAMOLA ou uma motivação política comum.
O partido exige agora que as instituições do Estado esclareçam as circunstâncias das mortes e garantam maior protecção aos cidadãos envolvidos em actividades políticas.
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