Segundo avançou esta quarta-feira, 9 de Setembro, a Agência de Informação de Moçambique (AIM), citando informações atribuídas ao Ministério Público e ao jornal Carta de Moçambique, Marla Matos responde no processo juntamente com outros quatro arguidos.
A defesa terá solicitado a realização de uma audiência preliminar, durante a qual poderão ser efectuadas diligências adicionais de investigação requeridas pelos advogados.
O caso remonta a 2022 e está relacionado com fundos da Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações da Zambézia, destinados à compra de uma embarcação para assegurar a ligação entre Quelimane e Inhassunge.
De acordo com as informações divulgadas, os 10 milhões de meticais terão sido transferidos para a OK Corporation, empresa na qual Marla Matos é apontada como accionista.
O processo ganhou atenção pública depois de a embarcação prevista no contrato não ter sido entregue dentro do prazo inicialmente estabelecido. Posteriormente, surgiram questionamentos sobre o procedimento utilizado para a adjudicação, que terá sido feito por ajuste directo, sem concurso público.
A controvérsia intensificou-se perante questionamentos de jornalistas e organizações da sociedade civil sobre o destino dos fundos e as condições do contrato.
Durante a campanha para as eleições provinciais de 2024, o governador Pio Matos pronunciou-se sobre o caso e prometeu esclarecer a situação.
Mais tarde, a OK Corporation entregou uma embarcação, mas foram levantadas dúvidas sobre a sua adequação às especificações necessárias para o transporte de passageiros e mercadorias no rio dos Bons Sinais.
A AIM refere ainda que a Procuradoria-Geral da República enviou recentemente à Zambézia o director-adjunto do Gabinete Central de Combate à Corrupção para acompanhar vários processos considerados de elevada exposição pública na província.
As autoridades têm estado a acompanhar casos que envolvem alegadas práticas de corrupção entre responsáveis públicos e entidades privadas.
Marla Matos e os restantes arguidos permanecem, nesta fase, sob acusação, cabendo às instâncias judiciais determinar eventuais responsabilidades no processo.